Resenha - "Quando Amar Demais Enlouquece" - Leitores Anônimos

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Resenha - "Quando Amar Demais Enlouquece"

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Pra início de conversa, essa foi a primeira obra LGBT que eu li na minha vida. Não por preconceito ou por qualquer outra coisa semelhante, mas é que a minha lista de livros para ler é tão grande que eu fico preso a minha lista gigantesca e interminável infinitamente impossível de ser finalizada que acabo não abrindo espaço para conhecer outros gêneros. Me prendo aos meus romances infanto-juvenis, dramas, hot’s, fantasias, e acabo esquecendo que existem outros gêneros maravilhosos loucos para serem explorados. E Graças a uma autora amiga/ amiga autora, eu enveredei por mais um caminho literário e trago hoje para vocês minha primeira resenha LGBT, que já antecipo: está massaaaaaa. Modéstia à parte.




Livro: Quando Amar Demais Enlouquece – Trilogia Passional
Autor(a): Milla Cohen
Páginas: 101
Editora: Tribo das Letras


Sinopse: Kailla e Laura se conhecem na universidade e uma estranha atração às aproxima, até que numa noite de tempestade, essa atração se transforma em uma grande paixão, iniciando um romance. Kailla é insegura e instável emocionalmente, levando-a a constantes crises de ciúmes. Numa dessas crises ela surta, sendo obrigada a ser internada e iniciar um tratamento psiquiátrico. Durante o tratamento algumas verdades vêm à tona, fazendo Kailla encarar uma triste realidade.
Por que Laura não vem visitá-la? O que de fato aconteceu entre elas para que o afastamento fosse necessário? O amor pode ser assim tão enlouquecedor?
Em meio a constantes conflitos internos, Kailla acredita que esse amor poderá trazer Laura de volta, mas uma reviravolta em sua vida a faz entender o que realmente aconteceu. Então, Kailla conhece Amanda, enfermeira da clínica. Será que essa relação emocional poderá fazer Kailla esquecer a paixão por Laura e ajudá-la a amadurecer?




Vamos começar pela melhor parte: o começo.
A autora desse livro, Milla Cohen, é alguém que eu já conheço há algum tempo e posso dizer com muita alegria que é um dos autores que eu admiro e tenho um grande carinho e uma imensa amizade. Porém, não achem que essa resenha será baseada na amizade que tenho com a autora. Se eu não gostar de um livro, independente de quem tenha escrito, eu serei sincero. Ou não farei a resenha (o que eu prefiro) ou farei com a maior sinceridade do mundo. Mas, graças a todas as forças do universo, dessa vez não precisei ser inconveniente e recusar uma resenha, afinal, já inicio dizendo que o livro é realmente bom.

P.S 2: romance LGBT. Como comecei dizendo, eu nunca tinha lido algo desse gênero. Não abria espaço para conhecer, uma vez que eu tinha uma lista interminável de desejos para dar conta. E vou confessar que se não fosse o livro de uma amiga, eu continuaria sem conhecer. Ganhar esse presente da Milla e ver seu empenho em trabalhar essa obra me deixou curioso para conhecer a história por completo.

P.S 3: o livro me surpreendeu muito, pois eu imaginava uma coisa desse estilo de literatura, e dei de cara com outra.

Damos de cara com duas protagonistas na trama, como já podemos ver na capa do livro. A capa é algo que eu gostaria de frisar logo de cara nesse romance. Todos sabemos que a capa é algo que pode atrair ou espantar os leitores. E eu, particularmente, gosto de capas que despertem minha curiosidade e não me envergonhem ao andar com o livro em público. Sim, migos, eu gosto de andar com livro em ônibus, avião, trem, carroça, charrete, bicicleta, todo lugar. E pra mim, a capa deve ser daquelas que me deixe tranquilo. Além do que, acredito que capa tem que ter “mistério”, e a capa da Milla tem isso. Delicada, sensível, bonita e inteligente. Ganhou pontos já por aí.

Sobre a história: Tanto Kailla quanto Laura são duas moças bonitas e inteligentes, estudantes de arquitetura que se empenham em dar o melhor de si para serem as melhores no que fazem. Não se preocupem que não vou soltar spoilers.

Mesmo o livro sendo curtinho, com apenas 100 páginas, ele traz uma carga emocional e psicológica tão grande que quando a gente termina tem a impressão de ter lido um livro de 500 páginas. Milla nos mostra em sua obra que pra um livro ser bom ele não precisa ser gigantesco no quesito páginas, mas sim, ser rico no quesito história. O relacionamento de Kailla e Laura trazem todos esses pontos emocionais importantes para que venhamos a ver o que de fato o amor, ou a falta dele, pode fazer na vida de alguém. Kailla tem uma personalidade bastante frágil, mesmo que muitas vezes ela pareça se mostrar forte. Confesso que as crises de ciúmes da moça, algumas vezes, me fizeram torcer para que Laura desse umas boas palmadas.
Não sou a favor de violência, mas o leitor que nunca torceu por um barraco literário que atire o primeiro marcador.

Em algumas cenas eu pensei: “cala boooooca, Kailla. Se eu fosse a Laura já tinha te mandado pastar”. “ Deixa de ser doida, mulher, cai na rede e aproveita esse peixão”, “Ooooh, deliiiciaaa”.
Mas, como a trama tem mil reviravoltas, bastava um virar de páginas pra que eu mudasse de opinião e sentisse pena de ter tratado a Kailla mal no meu pensamento.
“Desculpa, miga, eu não sabia que sua vida estava tão difícil”.

Eu juro gente, quando as Kailla tinha as crises dela, me estressava. Se eu fosse um caçador de Pokémon e a Kailla fosse um Pokémon facinho, e eu desse de cara com ele nesse período de estresse, eu deixava passar e não capturava ela não.

Mas é ai que nasce toda a beleza do livro magnífico da Milla Cohen: não julgar pela aparência.

Essa danada dessa autora começou a história me fazendo julgar pela aparência, e conforme fui navegando por essas águas turbulentas, fui vendo que antes de abrir a boca para sair falando abobrinhas é preciso conhecer o que o outro está passando, e conhecendo a Kailla profundamente deu para ver o que de fato sucedia.

Como desgraça pouca é bobagem, eis que surge uma enfermeira gente fina, dedicada, linda, gata magia, na vida da nossa protagonista problemática. Como já viram pela sinopse, a Kailla está passando por um tratamento.

Eu juroooo, quando a enfermeira apareceu eu já imaginei ela com aquelas roupinhas bem sexys, sabe? Tipo, sessão da BAND, em pleno sábado, 2 da manhã? Não que eu assistisse essas coisas, eu via a galera comentando.
Mas fui traído pela minha imaginação fértil. Milla, mais uma vez, quebrou os paradigmas da minha imaginação pervertida e mostrou o oposto.

Sobre as cenas mais calientes, eu não vou nem comentar para não soltar spoilers. Embora eu queira muito comentar, pois elas foram delicadas, bem trabalhadas, com palavras de força e ordem que deram um charme para cada momento. A Milla deve ter tido um trabalho e tanto de pesquisa pra conseguir tantos detalhes. E quando falo em detalhes, estou querendo dizer detalhes positivos. Não aqueles escrotos que a gente vê em alguns livros por aí que mais parece uma sessão pornô baseada em vídeo caseiro.

O livro traz um assunto importante de maneira tão delicada que o que fica claro na trama é a relação de amor entre as personagens. Não existe nada de errado em duas mulheres se amarem, em nenhum momento a gente tem uma sensação de pecado, ou de erro, ou de falha. É o amor pelo amor. Qual o mal em buscar a sua felicidade? Qual o mal se a sua felicidade estiver no que a sociedade ainda não aprendeu a respeitar ou aceitar? Que acredito, não seja uma questão de aceitação, mas de respeito. Nossa vida é tão preciosa pra gente perder tempo cuidando da vida dos outros.

Parabéns para Milla pela belíssima obra. Só vejo um ponto negativo nisso tudo: ter que esperar um ano para a continuação. Isso é jogo sujo, viu? Hahaha

Mas, brincadeiras à parte. Não preciso dizer que o livro é excelente e que adorei fazer essa resenha. Além disso, engana-se quem pensa que livros LGBT são apenas para público LGBT, como eu cheguei a imaginar algumas vezes. 

Amor não têm gênero. Não têm púbico. Se você se permitir abrir a sua mente para conhecer outras histórias, pode ter certeza, terá muitas surpresas positivas na sua vida. Basta você entender que ler um livro sobre cães não torna você um cão, ler um livro sobre um assassino não torna você um assassino, ler um conto de fadas não torna você uma princesa ou uma bruxa, assim como ler um livro LGBT não torna você um Gay ou uma lésbica, embora, vendo por um certo ponto, não existe nada demais em o ser.





Espero que tenham gostado da minha resenha e voltem sempre.

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5 comentários:

  1. Nossa me emocionei, amei sua resenha, ja li o livro e amo de paixão tmb to na mesma vibe q vc esperar 1 ano e sacanagem pura pelo livro 2, mas eu sou forte e aguento!

    Milla sempre muito simpática e linda, merece o sucesso.

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    1. Cris, essa é a melhor maneira de acreditar que estávamos no caminho certo! Beijos!

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  2. Obrigada Cris e Marcos! Espero que não demore tanto, pois o dois está em meio ao processo de evolução! Rsrsrs! Tem muitas revelações, tristezas, sim, muitas!!! E espero que continuem torcendo pela nossa Protagonista. Beijos!

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  3. Marcos, que resenha meu amigo!!!
    Eu adoreiiiiii e adorei! Fiquei com vontade de embarcar nessa história.
    Parabéns a autora pelo que me parece, um excelente trabalho.
    Ah, "Não sou a favor de violência, mas o leitor que nunca torceu por um barraco literário que atire o primeiro marcador." Super te apoio viu Marcos!!! Hahahaha Beijocas.
    http://nosleitoras.com/

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    1. Obrigada Juliana! O Marcos é um querido e sou fã de suas resenhas. Aii, ai, aconteceu comigo e estou muito feliz!
      Sim, o livro 2 está prontinho e e aguardando edição.

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