Risco Calculado - Mais uma resenha do livro da Diva Hot Suprema - Leitores Anônimos

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Risco Calculado - Mais uma resenha do livro da Diva Hot Suprema

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Adivinha quem voltou com mais uma resenha maravilhosaaaaaa!!! Não, eu não estou falando dos outros ótimos resenhistas do Leitores Anônimos, era de mim mesmo. Enfim, vamos lá para uma das nossas resenhas do fim de semana, que já começo dizendo que foi um dos melhores livros que eu li esse ano. E, com certeza, será um marco na vida da escritora que merece ter essa obra adaptada. Risco Calculado é o nome dele, que chegou de mansinho, prometendo causar o maior alvoroço, com uma história forte e cheia de reviravoltas e que me deixou até agora com as pernas tremendo. Uma história de amor e ódio, não apenas entre os personagens, mas entre nós e a escritora, que confesso, vai ouvir uns bons desaforos de tão bom que é esse livro. Aaaaah, Elaine Elesbão danaaada.




Livro: Risco Calculado
Autor(a): Elaine Elesbão
Páginas: 254
Editora: Tribo das Letras


Sinopse: Quando Valentina completou doze anos, seus pais a entregaram a um padrinho para que ela pudesse receber uma boa educação e desfrutasse de uma vida melhor. Os anos se passaram e Valentina se transformou em uma bela mulher. O seu padrinho, Hugo, sempre tão atencioso, tornou-se sua grande paixão e em seus braços ela descobriu o prazer.
A questão é que Hugo Rosenthal, que utiliza o sexo como forma de demonstrar força e superioridade, sente um amor doentio por Valentina e é capaz de qualquer coisa para não perder o domínio que tem sobre ela.
Determinada a conquistar a sua independência e a trilhar o seu próprio caminho, Valentina elabora um arriscado plano e foge, mas sabe que seu passado não a deixará em paz. Conhece muito bem Hugo e os métodos que ele utiliza para conseguir o que quer e teme que o pior aconteça.
Enquanto Valentina luta para chegar ao seu propósito, conhece Max, um doce e gentil veterinário, e todas as suas certezas são abaladas. Se o sexo para ela já foi jogo, armadilha, dominação, o fundo do poço... como ele é abrigo, aconchego, paz, plenitude, lar.
Risco Calculado é uma história de amor, de vários tipos de amor, mas é também uma história de ódio. E quando esses dois sentimentos de confundem ou se confrontam tudo pode acontecer...



Primeiro eu queria começar alertando a todos vocês que pode ser que no meio desta resenha seja possível encontrar algumas letras trocadas ou palavras fora do lugar. Explico o motivo: acabei de ler “ Risco Calculado” e ainda estou sobre forte impacto dos acontecimentos desse livro. O que significa que vai ser comum eu trocar as bolas em alguns momentos, e sobre isso, culpem a autora, Elaine Elesbão, pois ela será a responsável pelo meu analfabetismo neste momento.

Pra começar, quando li a sinopse, eu já imaginei que se trataria de uma história bastante polêmica, pois tratava-se de um “padrinho” que de alguma forma se encantou pela afilhada e juntos eles viriam a ter um relacionamento amoroso. Bom, já tem um certo pecado aí, né? Porquê vem aquela questão de imaginar se esse padrinho já tinha interesse pela garotinha ou se esse interesse nasceu apenas depois que ela se tornou uma mulher. Em ambos os casos, esse romance já nasceria com um ar de proibição. O amor proibido do padrinho mais velho e da afilhada ninfeta.
Lancei minhas teorias e comecei a leitura aguardando o que viria. Também analisei a sinopse, e empaquei numa frase que dizia: “Risco calculado é uma história de amor, de várias formas de amor”. Várias formas de amor. Estaria a autora se referindo ao amor proibido? Descobri no final que o amor ia além do que a gente imagina, e que essa frase tem tudo a ver com o desfecho do livro.


Esse livro é um show de ousadia

Vamos para resenha propriamente dita.
Primeiro, que o Hugo, o padrinho em questão, é Pooooodre de rico. Do tipo que pode limpar o traseiro com notas de dólar, e isso significa que pra ele nada seria proibido. Então já fiquei me questionando sobre isso.
Segundo, ele levou a Valentina para sua casa ainda criança, então comecei a levantar a minha tese de que ele era um escroto, pedófilo, perturbado e safado, pois não entra na minha cabeça que uma pessoa que cria uma garota como uma filha possa vir a ter interesses sexuais por ela futuramente. Me parecia mais a história do fazendeiro que planta uma árvore esperando apenas o momento de cair de boca na fruta. A fruta em questão era a Valentina.
Terceiro, como a autora iria tratar um tema tão delicado sem se perder?
Já conheço as obras da Elaine, e não é de hoje. Ela escreve muitissimamente bem e eu já cansei de dizer que sou fã dela, mas, sempre tem um mas, esse parecia ser um livro muito audacioso, perspicaz e complicado de ser trabalhado. Essa história de amor não era apenas proibida (na minha cabeça), ela era escrota. Muuuito escrota. Escrota no sentido de sacana, safada, pecaminosa. Enfim.

Só que:

Primeiro, o livro trouxe o tema de um ponto de vista totalmente realista. Sem fantasia nem enrolação.
Segundo, o Hugo se mostrou um escroto pra mim a partir das primeiras falas dele. Minha teoria se concretizou.
Terceiro, alguém dá três OSCAR’s pra essa autora? Um pelo excelente trabalho e os outros dois pra o caso dela perder um e roubarem o outro.



Minha gente, esse livro é daqueles que a cada virada de capítulo é um 7x1 diferente. Um banho de gols e de emoções.
Narrada em primeira pessoa, o livro traz a perspectiva da Valentina de tudo o que está acontecendo. Ele é dividido em dois tempos, presente e passado, mostrando como anda a vida da protagonista no momento atual, e o que aconteceu com sua vida desde o momento em que seus pais a entregaram para ser criado pelo "padrinho" rico.

Vinda de uma família pobre, os pais de Valentina não tinham muitas condições de educá-la. Fiz minhas contas, eles não deveriam ter TV e deveria ser praticamente um filho por ano. A diversão dos pais de Valentina, naquela vida sofrida, era virar os olhinhos em noite de luar e brincar de fazer menino. Mas nem vou dizer que a culpa era da TV, porquê se eles tivessem tv a cabo poderiam assistir algum canal mais saliente e fazer criança do mesmo jeito. Não culparei a mídia ou a falta dela.

Assim, surge o gentil e educado Hugo. Amigo da família de Valentina, ele frequenta a casa, leva presentes, agrada os pais da garota, e se oferece para custear a educação da menina, levando-a com ele e oferecendo tudo do bom e do melhor.

Oh meu Deus, que homem tão bondoso, né? Pegou a única menininha e levou para criar. Ownt! Aí eu pergunto: por que não levou todos os irmãos juntos, alma sebosa? Tu já estavas tramando, nera? Trepeça.

Não vou soltar spoilers na resenha, mas também não pouparei minha revolta.

Na casa de “padrinho”, Valentina era tratada como uma princesinha. Nos primeiros meses ela estranhou, chorou com saudade da família, mas depois não tinha muito o que fazer. O jeito era se acostumar.
Os anos foram passando, e no aniversário de 15 anos, Hugo levou a garota para curtir na Disney.

“- Senta no colinho de padrinho que quero te mostrar uns folders.”

Minha vontade era gritar: que folders que nada, Valentina. Corre daí que esse tarada quer é te foder! Trocadilho infame, eu sei.


Os anos vão passando, e como já dá pra ver na sinopse (repito, não é spoiler) eles se envolvem. Valentina vive praticamente em cárcere privado, mas ela, em sua inocência, não percebe e acha que tudo aquilo é apenas zelo e cuidado. As aulas são em casa, com professora particular. Ela não frequenta a escola e não sai sem que seja na presença de Hugo. Ela no máximo assiste a alguns filmes adultos escondido (onde eu digo adultos entende-se Game Of Thrones, não, errei, pornôs).

O único homem que ela tem próxima é o padrinho, e ele é um cara mais velho, elegante, bonito e sensual, que acaba seduzindo a menina e, PAH.

Valentina se encanta, e depois de tanto ver o Lepo Lepo na tv decide colocar em prática.

Era uma vez um cabaço.

Hugo é um safado, pervertido, tarado, vadio, pedófilo. Nem precisa ler muito, eu estava apenas na página 26 e já tinha certeza de que ele não prestava. Ele cultivou Valentina como quem planta uma árvore no quintal esperando o exato momento de colher o fruto. Mas como tal, não perde a oportunidade de regar, acariciar, se mostrar presente.

Safaaaadooo.

Porém, se você acha que o livro se resume apenas a isso, está muito enganado.
Migos, prestem atenção no que vou dizer, é uma pancada atrás da outra. E se você tiver problema dos nervos, pega um chazinho de camomila porquê como diz o mestre Wesley Safadão: é pressão, papai. 
Acho que o Wesley Safadão diz isso. Enfim.

Quando chegou na página 52, Hugo quis comemorar com Valentina e a levou para passear.
O que dizer desse momento que quase me fez babar o livro? Eu juro que escorreu meio litro de baba do canto da minha boca quando me deparei com aquela cena. Não acreditei que aquilo estivesse acontecendo, tipo: surreal.
Ele não é apenas tarado, ele é pervertido, ele é, ele é.... sei nem o que dizer o que ele é.


Que vida sofrida, miga.

Com o andar da carruagem, que pelos últimos acontecimentos parecia seguir direto para o inferno, Valentina vai se dando conta do barco furado onde está e decide se impor um pouco. A pobre coitada não tem direito nem de ir na esquina, nem de ter amigas, nem de tomar um sorvete com a galera e dar um rolê com a turma. 
Se a coitada abrir a boca pra dizer que quer sair pra tomar um sorvete, ele já vai desbotoando a calça. Que escroto. 
Esse Hugo merecia um belo par de chifres.

Mas nem tudo é tão ruim. Mesmo na solidão daquela casa gigante, sozinha, encarcerada, Valentine tem um amiguinho. Dickens é um lindo gatinho.


Tá chocado, migo?

Seria uma pena se Hugo não gostasse muito desse gatinho, né?
Enfim.

Porém, a nossa menina começa a cansar de todas as humilhações que passa naquela casa e resolve tomar uma atitude.

É, migo, o negócio vai pegar fogo agora. Porquê a doce Valentina caiu na real e se tocou que se quer lidar com o capeta, vai ter que botar a criatividade pra funcionar e fazer uso de umas boas bolas de fogos. E olhe que de bolas ela já estava bem entendida. Né, padrinho?

Melhor eu dar uma resumida se não essa resenha não termina.

Valentina foge (conforme vocês já viram na sinopse) e decide iniciar uma vida nova longe de casa. Lá ela vai encontrar Max, um canceriano que transpira carisma, emoção e adora fazê-la rir. Citei o canceriano porquê é o meu signo e me identifiquei com ele. Mas vou confessar, eu não virei um grande fã dele por causa do seu excesso de melosidade. Talvez por isso me identifiquei. Cancerianos. Fazer o quê.
Se Hugo não gostava de bichos, Max é o oposto. Veterinário, apaixonado por animais, o que dizer?

Alternando entre passado e presente, Elaine vai nos embalando em uma história de tirar o fôlego.

Cada vez que o Hugo é citado, nosso ódio por ele aumenta. E quando chega na página 115 temos mais um treco. Valentina encontra um novo amiguinho, um lindo passarinho que aprendeu a comer praticamente na sua mão.  E quando a gente acha que Hugo já foi ridículo o suficiente, ele aparece e mostra que fez direitinho a lição na hora de preencher a vaga de assistente do capeta.
Eita alma sebosa.


Quer mais? Aguarda chegar na página 123. Eu caí da cadeira.
Uma personagem chamada Veruska entra em cena. Não quero julgar pelo nome, mas para mim isso é nome de guerra, por que eu não imagino uma mãe olhando pra uma bebê e dizendo: “ que lindinha, vai se chamar Veruska, tem uma carinha de que vai ser puta”.  
Me desculpe se você que está lendo essa resenha se chama Veruska, por que eu conheço um monte de Júnior retardado e mesmo assim eu não sou, olha aê a exceção à regra. Você também pode ter o nome e não ser.

Ah, não posso esquecer de elogiar os nomes dos capítulos. O 9, por exemplo, chama-se: “... O fundo do poço tinha subsolo”. Nem preciso elogiar a criatividade da autora, porquê quando a gente pensa que a merda não pode feder, o capítulo vem e mostra que a vida da Valentina não está tão fudida assim, basta mexer com os pauzinhos que a merda fede ainda mais. Coitada dessa menina, deve ter jogado pedra na cruz e dançando um funk ostentação na mesa da santa ceia.

Eu poderia falar bem mais, mas eu só quero deixar claro uma coisa: esse é um dos melhores livros que eu li esse ano. Ou melhor, vou ser mais amplo, esse é um dos melhores livros que eu já li. Elaine Elesbão tem uma escrita magnífica, impecável, e uma história muito bem escrita, com ligações e interligações, e sem deixar pontas soltas. Além disso, o epílogo de Risco Calculado, ouso dizer, é O MELHOR que eu já li.

Merece aplausos até ficarmos com as mãos calejadas.

Eu queria encontrar palavras boas o suficiente pra expressar o que eu estou sentindo nesse momento. Eu queria muito ver esse livro adaptado para os cinemas. Sabe aqueles livros que a gente quer obrigar todo mundo a ler? Pois é, esse é um deles, principalmente por que ele não tem mimimi, encheção de linguiça nem enrolação. As coisas acontecem, as bombas explodem, os clichês são quebrados. Não posso esquecer isso. Elaine não é apenas uma destruidora de forninhos, ela é uma destruidora de clichês. DIVA HOT SUPREMA. É isso que Elaine é, e podem espalhar isso aos quatro cantos, porque essa é uma autora que eu faria questão de ler até a lista de supermercado.

A Capa é linda e o título tem tudo a ver com a trama. Sabe uma coisa que eu odeio? Livro onde você vê o título e passa a história inteira querendo saber a relação dele com os fatos.

A última frase do livro é PERFEITA. Eu gostaria muito de colocá-la aqui, mas seria quase um spoiler. E vocês sabem que eu sei me controlar.

Elaine, parabéns pelo livro. Parabéns pela trama, Pela capa, por tudo.
Esse é um daqueles livros que podem ser chamados de Livro Hot. Se a gente tirar a parte sacaninha, tem toda uma história. Tem um motivo para o Hot acontecer. 

 Não é à toa que ela é considerada a DIVA HOT SUPREMA. 
Mais que merecido.



Espero que tenham gostado da minha resenha e voltem sempre.


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4 comentários:

  1. Marcos!!! Eu amei! Ri e chorei lendo a sua resenha maravilhosa! Você é o resenhista divo! Eu também não me canso de dizer que sou sua fã: como pessoa, como escritor e como resenhista! Muito obrigadaaaaa!

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  2. Marcos, meu migo, nunca ri tanto com uma resnha na minha vida!
    Já coloquei Risco Calculado na minha lista de leitura!
    Beijos.
    http://nosleitoras.com/

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  3. Resenha maravilhosa!! Parabéns!!! Risco Calculado já está na minha lista desde o seu lançamento, ainda esse mês estarei com meu!!! A Elaine Elesbão é realmente a Diva Hot Suprema!!
    Bjuss

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  4. Resenha maravilhosa!! Parabéns!!! Risco Calculado já está na minha lista desde o seu lançamento, ainda esse mês estarei com meu!!! A Elaine Elesbão é realmente a Diva Hot Suprema!!
    Bjuss

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