segunda-feira, 16 de maio de 2016

Resenha - Dezesseis: a estrada da morte

Estamos chegando com a minha, a sua, a nossaaaaaaaaaaaaa: Resenha De Cada Dia. Um oferecimento da literatura nacional, aquela que está cada dia mais sensacional.
Pois é, amiguinhos. Mais uma vez estamos aqui para resenhar um livro que faz parte do catálogo da literatura nacional. E preciso comentar com vocês, ultimamente estamos recebendo livros maravilhosos, e os nacionais não estão deixando em nada a desejar. Além disso, resenhar esse tipo de livro tem um gostinho diferente, por que a gente consegue indicar algo nosso para um público mais nosso ainda. Sem falar que descobrimos novos talentos a cada virada de página. O livro em questão foi inspirado em uma música da banda Legião Urbana. Isso é bem interessante, principalmente se esse que vos fala ainda não conhecesse a música em questão. Além disso, eu ainda não conhecia o trabalho da autora e esse foi meu primeiro contato com ela. Bom, depois dessa leitura, acredito que esse não será o único.




Livro: Dezesseis – A Estrada da Morte
Autor(a): Simone Pesci
Páginas: 317
Editora: Tribo das Letras


Sinopse:  João Roberto, conhecido por todos como Johnny — O Rei dos Pegas — acabara de completar “Dezesseis”. Estereotipado como “rebelde sem causa”, levava uma vida desregrada, ao lado dos amigos, mostrando-se o cara legal e o maioral. Desejado por muitas garotas, sempre vencia os rachas que participava. Porém, ele não contava com um sobressalto do destino... Assim, apaixonou-se por Ana Cláudia, uma linda e doce garota que se tornaria sua salvação, bem como sua perdição. Dentre tantos conflitos e percalços para ficar ao lado de seu grande amor, Johnny entra de cabeça em uma disputa com destino à estrada da morte.Inspirado na canção “Dezesseis” — da banda brasileira Legião Urbana — este é um enredo de amor recheado com muitas aventuras.

Apaixone-se, retorne no tempo, relembre seus “Dezesseis”... e seja, você também, um “rebelde sem causa”...


Vamos iniciar os trabalhos falando sobre o livro que iremos apresentar para vocês neste momento. “Dezesseis – A Estrada da Morte” já tem um título bem sugestivo. Assim que olhei para ele já imaginei que alguém poderia (ou deveria) morrer, para fazer jus ao seu título. Além disso, logo fiz meus julgamentos sobre quem iria morrer, o que iria acontecer, quem ia jogar flores no túmulo de quem, e por aí vai. O fato é que esse livro conseguiu me pegar de surpresa várias vezes. E é por isso que eu tenho tanto gosto em fazer essa resenha.

Quem me conhece e lê as minhas resenhas com frequência, quando eu o público com frequência, lógico, sabe que adoro usar uns gifs para não deixar o trabalho tão chato, com um monte de texto e nenhuma imagem para dar uma quebra. Tive um pouco de trabalho procurando gifs de pessoas chorando, porquê o que tem de lágrimas nesse livro é incrível. Se prepara para o choro que vai ter drama pra mais de metro.

Se for ler maquiada, compra maquiagem a prova d'água, por favor.

De um lado temos o nosso mocinho: João Roberto, conhecido por todos como Johnny. Ele é um adolescente metido a rebelde, que adora disputar pegas e catar as meninas mais gatas da cidade. Quando eu digo que ele é metido a rebelde, tenho meus motivos. Johnny é apenas uma fachada para um menino romântico, que nunca encontrou um amor de verdade e que por isso se diverte até que esse amor apareça. Sabe aquela história, “enquanto não aparece a certa, me divirto com as erradas”? Então, esse é o João Roberto.

De outro lado temos a mocinha, Ana Cláudia. Linda, doce, carinhosa, gentil, educada, o verdadeiro sinônimo de tranquilidade. O oposto do furacão que é o João Roberto.
Como dois opostos, logicamente eles irão se atrair, e essa atração vai causar todos os problemas possíveis para ambos. E quando eu digo todos os problemas, não estou sendo nem um pouco exagerado.

O livro é narrado todo em primeira pessoa. Em alguns momentos, quem narra é o Johnny. De repente a gente é pego de surpresa quando a narrativa muda e temos outros personagens contando sua versão da história. Agora vem a parte mais legal dessa resenha: não vai ter spoiler. Há Há Há.


Tá gostando da leitura, gata? Se prepara pra sofrer, danada!

Bem, vamos dar prosseguimento falando que os personagens são adolescentes, o que significa que vai ter muito drama na história. Não estou me referindo ao drama, gênero, mas ao drama de Romeu e Julieta mesmo. Aquele típico drama que os adolescentes costumam fazer, sabe? Tipo as garotas se olhando no espelho antes de uma festa: ah meu Deus, estou com uma espinha, eu vou morrer.
Então, temos duas famílias que não se suportam e uma típica cidade do interior.

É impossível não se fazer algumas perguntas assim que começamos nossa leitura, como por exemplo, como o Johnny consegue dirigir sem problema algum se ele ainda é menor de idade e não tem habilitação? Fiquei matutando como isso é possível já que o livro claramente se passa no Brasil, e aqui, para dirigir você precisa ter no mínimo 18. Porém, sempre que a gente lê um livro é importante ficar aberto a um detalhe: é um livro. A autora ou o autor criou a história, e se ele quiser pode colocar um dragão dirigindo o caminhão do lixo que não vai ter problema nenhum. Comecei a pensar que naquele universo poderia ser possível que as pessoas dirigissem a partir dos 16 sem problema algum, embora o Johnny já dirigisse bem antes de ter seus 16.
Outro ponto é que a história se passa em Brasília e a cidade possui um prefeito. Quem é bom em geografia e tal sabe que na capital do Brasil não possui prefeito. Gostaria de salientar que eu não sou bom em geografia e tal, nem me pegaria a esse detalhe. Porém, volto ao ponto que diz que a história é da autora e ela poderia colocar um Rei se assim fosse necessário, desde que esse rei tenha sentido na trama. E isso acontece.

Todos os pontos presentes na história têm uma explicação e tem um sentido. Existe um motivo pelo qual o Johnny pode dirigir mesmo não tendo idade, existe um fato interessante em haver um prefeito, existe uma briga entre jovens, existe um porquê para o João Roberto amar fazer seus pegas. Existe tudo.
Então, se você for ler procurando furos, não vai encontrar. Tudo tão bem explicadinho que parece até uma edição do Globo Repórter: onde moram, o que fazem, o que comem?

Chegou na metade do livro agora e já está assim? Imagina no fim.

O Johnny tem o que ele chama de modo “adrenálico compulsivo objetivo” que pode fazer muita gente se identificar. Tanto os meninos, que tem a mania de ligar um botãozinho chamado “foda-se”, bem no canto esquerdo do cérebro, quanto as meninas que vão achar fofo o jeito “tô nem aí” que ele tem de lidar com a situação. Mas tem uma coisa que a gente precisa deixar claro: estejam preparados para as fortes emoções. Vocês poderão ter grandes sustos.

O livro é cheio de referências musicais. Fiquei imaginando ele no teatro, como um musical. Daria uma excelente adaptação. Mas não é para menos, se o livro é inspirado em uma música, deve haver músicas. Além disso, o sexo, as drogas e o Rock fazem parte do contexto. Porém aqueles que não gostam de uma pitadinha de sacanagem não precisam se preocupar. O livro não é hot, as cenas quentes são muito bem descritas, com muito cuidado e delicadeza. Não tem putaria, para ser mais direto.

Em alguns momentos eu tive raiva do Johnny. Sempre tão impulsivo, excessivamente dramático, melooooso como um bom adolescente. Mas era isso que ele era, um adolescente. Simone conseguiu captar as principais características dessa fase da vida e colocar em seus personagens. Se você está nessa fase da vida ou acabou de passar por ela, é bem possível que se identifique. Se você é mais velho e tem filhos ou sobrinhos nessa fase, vai enxergar muito deles nos personagens.

Esse é o resultado do nosso emocional com esse livro.

A leitura é leve, sem palavras pesadas ou repetições que irritem. Já li livros onde a consagrada autora repetia a mesma palavra tantas vezes na mesma página que ela chegava a saltas das linhas e dar bofetadas na minha cara. Chego a ficar ruborizado com isso. Graças aos deuses, antigos e novos, Simone não é dessas e nos conduz por uma história legal que nos leva para a beira de um precipício.
Sim, vocês leram certo. Ela nos leva para a beira do precipício, por que é isso que acontece quando as reviravoltas vão acontecendo e a gente se vê sem ter para onde correr. Olhando para a frente e vendo apenas um enorme vazio, onde você quer se jogar e morrer logo de uma vez. Estou parecendo um adolescente, né?

Existe uma mensagem muito bonita sobre o amor e seu ar imortal. Como já dizia a filosofa contemporânea, Sandy, o que é imortal não morre no final. Embora, não se apegue a essa frase, o amor pode até não morrer, mas as pessoas partem dessa para uma melhor, querendo ou não.


Enquanto eu tomo meu café, você sofre na leitura. 

Como nós, leitores, somos um bando de iludidos, é normal que a gente leia esperando que algo aconteça. Mas a verdade é que a Simone tem o dom de pegar a gente de surpresa, e antes de você desejar que algo se torne realidade nas páginas, ela dá um tapa na nossa cara, nos deixa chorando em posição fetal e ri do nosso desespero. Porque eu acho que enquanto os leitores choram ela ri, tomando uma xícara de café e curtindo o seu trabalho de acabar com o emocional de todo mundo.

A diagramação do livro é muito bonita, com a imagem da capa a cada novo capítulo. O material é de boa qualidade. Adorei tudo. A capa é bem atrativa. Confesso a vocês que eu tenho um problema com capas que tem pessoas como destaque. Esse é um dos motivos que me faz desgostar de Nicholas Sparks, por exemplo. Mas não podemos negar que gosto é algo que não se discute, e a capa é realmente muito bonita. Apenas uma coisa me deixou com um ar de estranheza, dá a impressão de que o carinha da capa tem bem mais de 16 anos, o que deixa ele um pouco longe do que imaginamos como personagem. Mas, isso é uma coisa minha, não interfere em nada no livro em si. Além do que, hoje em dia os caras de 16 anos tem mais porte físico do que eu que já passei dos 25 faz um bom tempo. 

Só posso parabenizar pelo livro e recomendar a leitura. É uma obra excelente que merece ser lida por todos. Para quem é fã de YA, um prato cheio. Para quem não é, vale a pena se arriscar por essa estrada e conhecer. Garanto que vai ser praticamente impossível se arrepender.

  

Espero que tenham gostado da minha resenha e voltem sempre.


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Reações:

4 comentários:

  1. Marcos do céu,

    Que resenha MARAVILHOSA!!! S2 Só ela para me fazer cair no riso, porque Dezesseis também me fez cair no choro. kkkkkkkk
    Poxa, estou muito feliz que você curtiu. \o/\o/\o/ Eu tenho um "que" para dramão e até a mais plena alegria transformo em desgraça. (P.S: Brincadeira, o meu outro livro é desgraceira que só, mas tem um final com borboletas e flores) hahaha
    Falando sério, concordo com o que você disse, o autor tem o livre arbítrio em usar e abusar da imaginação, fazendo da ficção o mais real possível ou não. Pena que muitos não conseguem enxergar isso, mas eu não julgo, afinal, também pensava desta forma antes. Porém, hoje, enxergo com outros olhos.
    Você acredita que no arquivo novo coloquei notas no rodapé, até mesmo explicando essa questão de prefeito em Brasília, pois já tive quem questionou isso, assim como as gírias e palavras em inglês. hehehe
    Penso que o subterfúgio da mente é o mais prazeroso em uma leitura, é claro que fica estranho se fugir do real, tipo o filme "Velocidade Máxima', apesar de eu amar todo aquele "que" de "MacGiver" e "Missão Impossível que é possível". kkkkkkkkkkk
    Ah, quanto ao modelo da capa, ainda quando estava procurando modelos no banco de imagens, questionei-me sobre isso. Porém, repentinamente, lembrei-me dos amigos de 15 com corpões e cara de 25 que tenho. (P.S: Delícia que só - rs)
    MUITO OBRIGADA por dedicar do seu tempo com a leitura e, por fim, resenhar Dezesseis. Saiba que a recíproca é mais que verdadeira, sou sua fã, e depois de ler "Estrelas Cadentes Não Dizem Adeus" leio até mesmo a sua lista de compras. \o S2

    Abraços mega literários,

    Simone Pesci

    http://simonepesci.blogspot.com.br/

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  2. CARACA. Que resenha é essa? Véi kkk na boa? Quando a Si postou lá que riu achei que dramática como ela só (mãe do Johnny kkk) ela estava exagerando. Mas meu, poxa vida, se me permite você é o CARA kkk, tu conseguiu captar toda a essência da história de uma forma ÚNICA e ainda nos fez rir com isso? Olha se eu não conhecesse a história e a autora, eu ia ter que ler esse livro tipo ONTEM. E se eu não fosse tua fã também agora eu seria. Mas como já sou, sou incondicional agora.
    Nem sei o que dizer, estou mesmo maravilhada. Louca para te ver resenhando mais dramas kkk. E na boa? Quero muito que tu leia o outro livro da Si e resenhe, fico imaginando o que sairia daquela puta história.

    Você é mil. Amei demais. Leria sua resenha umas mil vezes.
    Sandy filósofa foi de doer kkk, não que eu não goste dela kkkk. Amo rs. Me julgue kkk.

    E poxa, não tinha pensado em Dezesseis como um musical? Mas tu falando, poxa, está aqui todas as cenas na minha imaginação...

    Beijosss
    Fer

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    Respostas
    1. Fer, eu avisei! Estou me rachando de rir até agora. hahaha

      Beijosssss

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