quarta-feira, 3 de maio de 2017

10 séries de super-heróis que não passaram do episódio-piloto

As adaptações de quadrinhos de super-heróis para a TV são verdadeiros sucessos. Há algumas décadas, um número crescente de produções inspiradas nas HQs tem estreado na televisão e, mais recentemente, em serviços de streaming (como a Netflix). No entanto, para cada série sobre super-heróis que “explode” na telinha, há todo um universo de produções que não passaram do episódio-piloto.
O episódio-piloto é o primeiro de uma série de televisão, realizado em caráter de teste justamente para que a emissora possa decidir se o programa continuará sendo produzido ou será vetado. Normalmente, o piloto costuma ser produzido como o primeiro episódio da possível nova série, apresentando-a a executivos e investidores, além de servir como base de estudo sobre o impacto de sua trama no público.
Montamos, então, uma listinha com 10 séries sobre super-heróis que não sobreviveram para contar a história após o episódio-piloto. Confira:

Batgirl (1968)

Qualquer verdadeiro fã de super-heróis conhece a série Batman e Robin, exibida na televisão norte-americana entre 1966 e 1968 e trazida para o Brasil posteriormente. Em sua terceira temporada, surge a personagem da Batgirl, interpretada por Yvonne Craig, que teve um papel importantíssimo para o decorrer da trama.
No entanto, o projeto de uma série especial sobre o alterego de Barbara Gordon mal saiu do papel, resultando em um episódio-piloto de 8 minutos que não rendeu uma produção.

Mulher-Maravilha (1974)

Personagem criada pela DC Comics, a Mulher-Maravilha foi transportada para as telinhas pela CBS, sendo incorporada pela lendária Lynda Carter entre 1975 e 1979. Contudo, um ano antes, a rede ABC lançou o episódio-piloto da primeira versão da produção — que não colou.
Nessa versão malsucedida, a heroína foi interpretada por Cathy Lee Crosby, mas não cativou o público porque não era tão fiel à apresentação clássica da personagem — longa conhecida do universo dos quadrinhos.

Orgulho dos X-Men

(1989)

Baseada no universo dos X-Men, da Marvel Comics, a série animada Orgulho dos X-Men também não sobreviveu ao episódio-piloto, em 1989. Mas, por outro lado, serviu como base para um jogo de arcade lançado pela Konami. Além disso, a produção acabou sendo uma espécie de esqueleto para a criação da série animada X-Men, que estreou nos Estados Unidos em 1992 e chegou a ser o desenho de maior exibição pela Fox.
As cinco temporadas da animação foram exibidas no Brasil pela Rede Globo alguns anos após sua estreia internacional.

Geração X (1996)

Ainda explorando o universo dos heróis e vilões mutantes, em 1996 foi produzido o episódio-piloto de Geração X. A nova série seria baseada nas aventuras dos alunos mais jovens do Professor Xavier, mas o fracasso foi tamanho que a produção chegou a ser chamada de “uma das piores adaptações de quadrinhos já feitas”.
Além de interpretações insossas, roteiro precário e falta de cenas de ação, o piloto trazia como protagonistas mutantes que não foram considerados carismáticos para a telinha, como Jubileu, Monet e Refrax. O vilão Russel Tresh também não convenceu, e a série foi cancelada rapidamente.

Liga da Justiça da América (1997)

Antes do sucesso da série animada Liga da Justiça, exibida em 2001 e inspirada nos quadrinhos da DC Comics, aconteceu uma tentativa frustrada de levar à televisão a saga dos heróis. Um dos maiores fracassos de tudo o que já foi produzido sobre a Liga da Justiça, a série foi desenvolvida em 1997 contando com efeitos especiais pra lá de medíocres e poucas cenas de ação.
Ainda assim, de vez em quando o SBT transmite o episódio-piloto em formato de filme em sua programação.

Aquaman (2006)

Desenvolvido pelos mesmos criadores de Smallville, o piloto da série Aquaman não foi para frente por uma questão de má sorte. Sabe quando a coisa acontece na hora errada? Pois foi o que aconteceu com essa produção, que foi ao ar justo quando a emissora de televisão The WB estava em processo de fusão com a UPN — o que resultou no canal The CW.
No entanto, o episódio-piloto “caiu na net” por meio do iTunes, e Aquaman acabou sendo aceito pelo público, tornando-se o programa de televisão mais baixado do serviço naquele ano.

Homem Borracha (2006)

Plastic Man surgiu na “Era de Ouro dos Quadrinhos” pela Quality Comics, tendo seus direitos vendidos para a DC Comics muitos anos depois. Em 2006, a Warner Bros Animation se uniu com o Cartoon Network para produzir um episódio-piloto de um desenho do Homem Borracha — que, caricato até demais, acabou nunca indo ao ar.
O episódio, chamado “Puddle Trouble”, teve somente 10 minutos de duração e, atualmente, pode ser assistido pelo YouTube.

Locke & Key (2011)

Série de HQs da IDW Publishing, Locke & Key teve os direitos adquiridos pela Dimension Films para que fosse produzida uma minissérie sobre a história, que chegou a ser premiada no mesmo ano pelo Eisner Awards na categoria de “melhor escritor”. Mas o sucesso dos quadrinhos não repercutiu na telinha.
O projeto, que acabou sendo conduzido pela Dreamworks, contou com Steven Spielberg como produtor, mas acabou não fazendo o sucesso esperado, e nenhuma emissora demonstrou interesse em dar continuidade à produção.

A Mulher-Maravilha (2011)

Na tentativa de trazer a aclamada série televisiva dos anos 1970 de volta a uma nova geração, a nova série Wonder Woman acabou sendo rejeitada pela NBC após a produção de um episódio-piloto.
O produtor David E. Kelley foi amplamente criticado pelo fraco desenvolvimento da personagem da Princesa Amazona, e adaptações no roteiro decepcionaram os fãs, que não gostaram de Diana Prince atuando como a presidente milionária de uma indústria de cosméticos.

Marvel’s Most Wanted (2016)

Lançado no ano passado, o piloto do spin-off de Agentes da S.H.I.E.L.D desagradou o pessoal da emissora ABC, que estava fazendo uma “faxina” em sua programação e não deu o sinal verde para a produção dessa nova série.
A história giraria em torno dos personagens Harpia e Lance Hunter e seria produzida por Jeffrey Bell (produtor executivo de Arquivo X), contando, ainda com o roteirista de Lost, Paul Zbyszewski.

Este texto foi escrito por Patricia Gnipper via N-Experts.

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