terça-feira, 23 de maio de 2017

A verdade está aqui dentro: 9 fatos curiosos sobre Arquivo X!

No dia 19 de maio de 2002, ia ao ar o “último” episódio de Arquivo X. Intitulado “A verdade” e dividido em duas partes, o capítulo pretendia fechar a série com chave de ouro em sua 9ª temporada. Em 2016, uma minissérie com 6 episódios contou como os agentes Fox Mulder e Dana Scully estão nos dias de hoje; e no ano que vem teremos uma continuação dessa história.
Por isso, vamos relembrar alguns dos fatos mais curiosos da série que ajudou a moldar a ficção científica moderna, introduzindo alienígenas e outras histórias bizarras com muita dose de conspiração governamental e teorias malucas. Saca só:

1. Ideia surgiu após uma pesquisa

Em 1991, John E. Mack, psiquiatra e professor de Harvard, publicou uma pesquisa dizendo que ao menos 3,7 milhões de norte-americanos já teriam sido abduzidos por alienígenas. Chris Carter, o produtor de Arquivo X, chegou a esse material e decidiu que precisava contar essa história, afinal “a abdução é quase uma experiência religiosa”, segundo ele. Foi então que ele desenvolveu a história do programa, que estreou em setembro de 1993.
Livro de John E. Mack (dir) foi o estopim para a produção

2. Outras inspirações

Apesar de citar a pesquisa de Mack como sua principal motivação para a série, Chris Carter conta que outras histórias ajudaram a moldar o que viria a ser Arquivo X. Entre elas estão o filme “Todos os Homens do Presidente” e “O Silêncio dos Inocentes”, além dos seriados “Twin Peaks” e “Kolchak”.
Kolchak e os Demônios da Noite foi uma das séries que mais serviu de inspiração

3. Clarice Starling: mais que uma referência

A mocinha de “O Silêncio dos Inocentes” é uma referência clara à agente Dana Scully. Além de ambas serem do FBI e terem pulso firme, até mesmo a “ruivice” é igual! E não foi à toa: Scully só teve os cabelos avermelhados para homenagear a Starling. Por falar nela, sua ínterprete Jodie Foster faz uma aparição especial em Arquivo X, afinal, é ela quem dubla a tatuagem que seduz Scully em “Nunca Mais”, da quarta temporada.
Muito mais semelhanças do que a gente pensa

4. Gillian Anderson é muito mais crédula que David Duchovny

Os maiores embates entre Fox Mulder e Dana Scully se davam por conta do ceticismo dela questionando a credulidade dele. Na vida real, entretanto, esses papéis se invertem: Gillian é muito mais crente do que David, tanto que ela conseguiu colocar isso em seu personagem, em alguns episódios que lidam com a fé.
Duchovny é mais cético que Anderson na vida real

5. Amizade entre os atores aumentou depois do final da série

Boatos de inimizade entre os dois protagonistas sempre ocorreram. Você consegue imaginar ficar 9 anos trabalhando com alguém que você não atura? A rotina até desgastava um pouco essa relação, tanto que David e Gillian só se tornaram amigos de verdade durante as gravações do segundo filme, em 2008. “Estamos mais conscientes das necessidades, desejos, preocupações do outro e as levamos em consideração”, explicou a atriz.

6. Scully sempre foi pensada como protagonista

Dana Scully quebrou paradigmas e ajudou a moldar uma geração de mulheres ao se mostrar como uma personagem feminina extremamente forte e ligada a áreas até então ditas masculinas, principalmente na área científica. Apesar de ter mexido nesses padrões, Chris Carter garante que não pensava nisso no começo: a série realmente teria um casal protagonista, sendo que a mulher seria o elo mais racional dessa relação.
Dando carteirada, mas com credibilidade

7. “Ficção” científica? Não é bem assim...

Chris Carter não queria que seu programa fosse visto apenas como ficção, já que ele empregava inúmeros cientistas que davam suas versões e possibilidades para os casos analisados por Mulder e Scully. Claro que esse grupo não iria impedir licenças poéticas, mas sempre esteve a cargo de criar algo mais plausível possível – sem, é claro, deixar a parte científica muito complicada ou monótona.
Equipe de cientistas sempre ajudou a deixar Arquivo X mais verdadeiro

8. O Canceroso era para ser apenas um extra – e seu ator nem fumava!

O maior vilão de Arquivo X aparece pela primeira vez apenas no fundo de uma sala fumando seu cigarrinho. Ninguém sabia naquele momento que ele se tornaria o maior antagonista da série, nem mesmo seu intérprete, William B. Davis. Curiosamente, Davis sequer era fumante quando aceitou o papel. Ou melhor, ele era um ex-fumante, já que largara o vício 20 anos antes.
William B. Davis fumou por 25 anos, mas havia parado há duas décadas quando estreou em Arquivo X

9. A careca de Mitch Pileggi quase impediu de ele entrar na série

O intérprete de Walter Skinner, diretor-assistente do FBI e responsável pelos arquivos X, quase não entrou na série: Mitch Pileggi precisou fazer três testes antes de ser aceito, já que Chris Carter achava sua careca muito impactante para um agente do FBI. Pileggi viria a conhecer sua esposa Arlene Warren durante as gravações, já que ela era a dublê de corpo de Gillian Anderson.

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