quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Resenha: Horror Na Colina De Darrington


De tempos em tempos eu apareço por aqui pra fazer alguma resenha bem bacana (ao menos eu acho) pra vocês. Confesso que eu gostaria de aparecer mais, mas minha vida de empreguete anda tão corrida que ou eu estou trabalhando no meu livro novo ou eu estou trabalhando no meu emprego fixo que vai me ajudar a pagar as contas pra terminar o livro novo. O fato é que pra alegria de todos e felicidade geral da nação (literária) eu voltei. E não voltei pra fazer trabalho meia boca não, voltei pra apresentar coisa boa, coisa massa, coisa de fu#4r.

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Marcus Barcelos - O autor

Nos últimos tempos tenho dado muita preferência a leitura nacional. Primeiro porquê tenho encontrado muita coisa boa e segunda porquê é muito bacana poder fazer uma resenha sobre um livro e ter um retorno do autor sobre o que achou, além do que, vamos valorizar as coisas boas que temos em casa, né?
 Lógico que continuo agarrado a mãe Rowling e a papai Green, mas meus nacionais estão dando tanto orgulho que já estou colocando esses autores na minha lista de pessoas que vou perseguir, stalkear, desejar como melhor amigo, essas coisas.
Agora vamos deixar de ladainha e partir para a resenha da vez, um terror nacional daqueles da melhor qualidade. Segura na mão de Jah e vai.
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Livro: Horror na Colina de Darrington
Autor(a): Marcus Barcelos
Páginas: 144
Editora: Faro Editorial


Sinopse: Em 2004, Benjamin Simons deixa o orfanato em que viveu desde a infância para ajudar alguns parentes num momento difícil. No entanto, certa madrugada, a tranquilidade da colina de Darrington é interrompida por um estranho pesadelo, que vai tomando formas reais a cada minuto. Logo, Ben descobre-se preso numa casa que abriga que abriga mistérios e parece próxima do inferno. Dez anos depois, Ben decide contar tudo o que viveu, desvendando uma conspiração capaz de destruir até a sua própria sanidade. Onde termina o inferno e começa a realidade?



Pra início de conversa eu já quero deixar um aviso bem importante: eu sou do tipo cagão, que tem medo de filme e livro de terror e que só aceita conferir essas coisas sob tortura, ou então devido ao meu excesso de curiosidade que fica me empurrando pra ser forte e deixar de ser mole. Quando vi a capa do livro do Marcus Barcelos (que eu ainda não conhecia) achei tudo muito bem feito. Despertou minha curiosidade e a vontade de saber o que se escondia por trás daqueles portões, e assim, esse (não tão)  jovem cagão pegou o livro em mãos e seguiu por uma aventura que me rendeu algumas noites mal dormidas. 

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Quem está com medo? Eu? Imagiiina!

Parando um pouco com a queimação de filme, vamos conhecer a trama. 
Não se preocupem que eu não vou soltar spoilers, mesmo morrendo de vontade de fazer isso. Quem me conhece sabe que minha língua coça quando eu gosto de uma coisa. Mas enfim, continuando...
Benjamim é um garoto boa praça, sem pai, nem mãe, que vive num orfanato desde quando se entende por gente. Na verdade eu estou fazendo um pouco de drama, meu lado canceriano não resiste. O fato é que Ben tem seus tios e uma priminha que estão passando por alguns problemas de família e contam com a ajuda dele naquele momento. A tia está adoentada e o tio trabalha muito. Assim, ele é convidado para ir morar com eles por um tempo para ajudar. A priminha, tadinha, é uma menina muito esperta e sapeca que precisa de alguém maior de idade para ficar de olho.  

De cara eu não gostei muito desse tio do Ben. Achei ele bem folgado por sinal. O pobre rapaz passou anos num orfanato, ele poderia muito bem ter insistido pra que ele fosse morar com eles, fazer parte da família de maneira ativa, mas não, o coitado ficou lá no orfanato abandonado. Daí, agora que precisa de um serviçal, vai escravizar o pobre rapaz fazendo dele um empreguete sem ter nem direito a um salário.
"Ah, porquê a gente é parente, vem pra cá cuidar da tua prima!".
Oxe, e é assim, é? Bonzinho, só quer explorar, mas na hora de agradar que é bom, pega o beco. Eu mesmo que não queria conversa com essa raça de parente que só quer a gente na hora que precisa. Vai atrás dos teus parça, mano. Tô fora.

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Eu ir pra essa colina com titio? Olha o dedinho.

Saindo da minha revolta com o tio folgado, Ben, que tem um coração de ouro, aceita ir passar uns tempos na casa do tio mala. No primeiro capítulo a gente já se dá conta da cagada que ele fez quando aceitou esse convite. Sabe aquele presente de grego? Que você pensa que é uma maravilha mas na verdade vai desgraçar com seu psicológico? Então, é basicamente isso que acontece. Numa noite o Ben dá de cara com a priminha se divertido paka com uma amiguinha fazendo caretas. 
Que careta que nada, home! A menina tava vendo era coisa que não devia. Era obra do tinhoso, era o inimigo. 
Tá repreendido em nome de Jesus. Amarra, afasta, senhor, de nós esses malassombro. Amém? Chega arrepio só de lembrar. 
Ben, meu amigo, naquela hora eu já estava com a marca do meu medo escorrendo pela perna (vulgo cagado), mala debaixo do braço e cebo nas canelas pra sair daquele lugar.

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Repreende Senhor todo mal.

Passado esse episódio, Ben decide colocar a cabeça no lugar pra saber se o que ele viu, ele viu mesmo, ou se foi obra da sua imaginação. Na verdade a imaginação do camarada tinha que ser muito fértil pra uma coisa daquele tipo. Conversando com Carla, sua priminha que tinha uns amiguinhos imaginários não muito interessantes, ele pergunta o que está acontecendo. Ele quer saber qual as treta que circulam aquela casa, que doidera tão doida é essa? A menina diz que "ele" não gosta muito do Ben. E que tem uma escuridão chegando e que vai levá-la.
Olha aí aquele sinal do medo já querendo escorrer pela perna de novo. Vou usar um palavreado um pouco chulo, mas na verdade, o que é um peido pra quem tá cagado, não é mesmo? Eu já estava todo cagado de novo nessa hora. Será que a menina era amiga do capeta e estava se preparando pra uma viagem pro inferno? Misericórdia, Senhor. 
Ainda bem que "ele" só ia levar ela, né, porquê se fosse comigo, minha priminha que me desculpasse, mas eu não ia me meter nesse relacionamento, não. Quem manda ela ficar de amizade com o tinhoso?


Mas Ben se dá conta de que a treta é realmente muito séria quando a tia, que estava de cama, aparece de pé na porta do quarto. Minha gente, aquela velha não morre não? Virou assombração? Cruz credo. É susto atrás de susto. 

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Quem aguenta tanto susto? Eu mesmo tô fora.

 Ben entra em contato com o Tio, numa tentativa de explicar o que está acontecendo, se é que toda aquela loucura tem uma explicação. Quer saber o que o tio diz? Vai ler que não vou ser eu que vou contar.

Os acontecimentos da trama não são arrastados, os fatos vão acontecendo e você vai se prendendo querendo saber o que vai acontecer a seguir.
A escrita de Marcus Barcelos é intrigante, ele vai levando a gente pelos acontecimentos e fazendo com que fiquemos curiosos com o que pode acontecer a seguir. Chega um momento que a gente fica sem fôlego, sem acreditar que determinados fatos estão acontecendo. E Sim, caros amigos, eles estão acontecendo. Esse não é apenas um livro de terror, ele é um suspense sobrenatural dos melhores. Sabe quando você está lendo e na sua cabeça tem até aquela musiquinha de fundo deixando a cena muito mais emocionante? Bom, foi isso que aconteceu. 

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Palmas pra você, meu amigo.

Além disso, as imagens que preenchem o livro são maravilhosas. Um trabalho realmente primoroso. O livro por si só é uma obra de arte, a capa, as folhas que você enxerga completamente negras quando fechadas, as ilustrações. A Faro está de parabéns. Não merece apenas Palmas, mas o tocantins inteiro (piada velha, eu sei").

Como toda obra, sim, tem seus pontos fracos, essa também tem alguns. O livro se passa nos Estados Unidos, mas não sei se por ter mergulhado na história ou se por algum outro ponto, eu só conseguia identificar os traços da trama como algo se passando aqui no Brasil. Saliento que não estou criticando o fato de um autor nacional escrever um livro com personagens em outro país. Acho totalmente brega quem critica isso. O autor pode escrever sua história onde ele quiser. Eu mesmo estou escrevendo um romance onde meus personagens moram em marte. Me julguem! O fato que estou falando é que eu sempre senti a história como algo no Brasil. Mas agradeço que ela tenha se passado fora, assim fico o mais distante possível da colina em questão.
Outro ponto negativo é que o autor não tem pena da gente, leitor, e simplesmente brinca com nossos sentimentos. SPOILEEEER, tem uma morte que eu não superei muito bem. Fica a dica, tende piedade de nós, ok?

Agora só resta esperar que esse Autorzão da P#rr@ lance logo uma continuação, porquê SIMMMM, nós queremos a continuação, e traga as respostas que estamos esperando. Eu iria dizer que algumas pontas ficaram soltas, mas esse é o objetivo da continuidade, responder essas pontas soltas. 
Mais um autor de terror que entra pra minha lista de amigos preferidos, porquê querendo ou não eu quero ser amigo do Marcus Barcelos pra toda vida. Assim como quero ser do John Green e da J. K. Rowlin. Só não quero ser do Nicholas Sparks. Mas isso é outra história. 

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Me dá um abraço, Marcus! Vamos comer um lanche e me conta a continuação do livro.


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