A atriz Ellen Page relatou, em uma publicação através de sua página no Facebook, que o diretor Brett Ratner tinha comportamento inapropriado com as mulheres durante as filmagens de X-Men: O Confronto Final.
Além de fazer comentários inadequados para o elenco e para a equipe no set (algo já relatado por outras mulheres), Ratner teria também cometido um ato homofóbico contra Page durante um evento público que reunia os atores da produção.
Na ocasião, Page, então com 18 anos e ainda confusa sobre sua condição sexual, teria sido vítima de um comentário indecoroso de Ratner. No evento, o diretor falou para uma mulher 10 anos mais velha que Page que ela “deveria trepar com ela, para ela perceber que é gay”.
Ellen Page acusa ato homofóbico de diretor de X-Men, e Anna Paquin confirma história. Fonte da imagem: Reprodução/IMDb
Em seu desabafo, Page conta que se sentiu agredida e envergonhada pois o comentário de Ratner, além de ter exposto sua sexualidade antes mesmo de ela entender o que sentia, tinha um caráter vexatório.
A atriz Anna Paquin, que fazia parte do elenco de X-Men, confirmou a história de Page através do Twitter, dando apoio à colega: “Eu estava lá quando esse comentário foi feito. Estou com você”, escreveu Paquin na rede social.
Ellen Page conta ainda em sua postagem no Facebook que já sofreu outros tipos de assédio ao longo da carreira, ainda que – com sorte – tenha conseguido escapar dos piores predadores. A atriz diz lamentar, no entanto, que tenha feito um filme de Woody Allen, considerando as acusações históricas contra o diretor.
A jovem fala ainda que sabe que há muitos outros casos na indústria que não chegaram na mídia, mas que é hora de mudar esse comportamento, responsabilizar os culpados e tratar de assuntos como a violência e o desrespeito contra as mulheres, a homofobia e transfobia.
“Não permita que este comportamento seja normalizado. Não se permita paralisar pelas vozes das vítimas que têm se expressado. Não pare de exigir nossos direitos civis. Sou grata a todos que estão falando contra o abuso e o trauma que sofreram. Vocês estão quebrando o silêncio. Vocês fazem parte da revolução”, escreveu Page.