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Efeito Pantera: donos de cinema querem mais diversidade em filmes de heróis

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Diversidade faz bem para a sociedade, para o desenvolvimento cognitivo das crianças e, dizem os empresários do entretenimento, também para a indústria do cinema.
Quem está batendo nessa tecla — e não é de hoje — é um dos mais reconhecidos lobistas do audiovisual dos Estados Unidos, John Fithian. Para ele, o sucesso estrondoso de Pantera Negra e de Mulher-Maravilha apenas confirma que, quanto mais super-heróis com cores, rostos e raças diferentes as produtoras e distribuidoras levarem para os cinemas, mais lucrativas serão as bilheterias.
Fithian, que é presidente da Associação Nacional de Proprietários de Cinema nos Estados Unidos, insiste há anos nessa questão. "Pantera Negra prova que, se você é bom, as pessoas vão assistir em qualquer época do ano. Também mostra que um filme com um elenco inteiro de negros e um diretor negro pode quebrar recordes. O que importa não é a raça e o sexo dos atores, mas sim a qualidade do filme".
Pantera Negra estreou no Brasil em primeiro lugar nas bilheterias e alcançou 3,6 milhões de ingressos vendidos até a última segunda-feira (26) somente no Brasil, rendendo até então mais de R$ 60 milhões. O filme segue na liderança também nos Estados Unidos e já arrecadou quase 500 milhões de dólares até agora.
Tal sucesso, além de merecido pela qualidade do filme, é mais do que justo com um público cuja representatividade vem sendo neglicenciada na história do cinema. Isso motiva também quem já conseguiu chegar lá: desde que começaram a pipocar as primeiras informações sobre a estreia do longa, nomes como Octávia Spencer, Lupita Nyong'o e Snoop Dog compraram ingressos para levar crianças de baixa renda ao cinema.
Com Mulher-Maravilha, o sucesso de bilheteria também foi imenso. Protagonizado por uma mulher (Gal Gadot) e dirigido por outra, Patty Jenkins, o filme rendeu mais de 821 milhões de dólares, tornando-se então a quinta maior bilheteria da história de produções do gênero.
"Queremos que esses filmes estabeleçam precedentes e não sejam esquecidos. Gostaríamos de ver mais e mais. Deveria haver um super-herói latino ou um asiático. Quanto mais você tem diferentes tipos de pessoas nesses filmes, mais apelo você tem junto a diferentes audiências", afirmou Fithian à revista Variety.
Este texto foi escrito por Lu Belin via n-Experts.

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