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Aquecimento Guerra Infinita: o futuro da Marvel Studios

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Nos 10 anos de sucesso da Marvel Studios, muitos atores se consagraram com seus papéis e consolidaram a imagem dos heróis na cultura pop. Dificilmente, outro artista conseguirá ser um Tony Stark tão marcante quanto o de Robert Downey Jr., já que cada vez mais parece que há uma simbiose entre a figura real e a fictícia. Entretanto, é inevitável a renovação do elenco do estúdio, principalmente com o contrato de alguns atores prestes a acabar, por exemplo, o de Chris Evans, que só deve viver o Capitão América até Vingadores 4. Para manter o MCU funcionando, é necessário apostar em sucessos com grande futuro, algo que já foi apresentado nos longas em formatos jovem e representativo.
Warner e Disney perceberam novos caminhos para suas produções ao ver Mulher-Maravilha e Pantera Negra fazendo tanto sucesso de crítica e público, principalmente com a bilheteria surpreendente do longa solo do rei de Wakanda. Ambas as produções são fundamentadas em questões de representatividade, dando uma demonstração de como esses temas são capazes de levar multidões ao cinema e conquistar até mesmo novos espectadores que não estão tão acostumados a assistir a filmes de heróis. O sucesso do longa da DC deu mais enfoque à amazona em Liga da Justiça, enquanto é esperado que T’Challa tenha bastante espaço em Guerra Infinita.
O rico universo de Wakanda expandiu o MCU em relação ao estilo narrativo por abordar temas de racismo e política, além de trazer um grande número de personagens femininas inteligentes e fortes, assim conquistando também o público feminino, que sentia ausência de representatividade de mulheres negras. A produção se tornou o maior filme solo da Marvel Studios ao redor do globo, garantindo que o rei de Wakanda volte ao papel de protagonista no futuro, ainda mais com tudo que pode acontecer no país durante o ataque de Thanos.
Mesmo que o Homem-Aranha não seja nenhuma novidade para as telonas, só em De Volta ao Lar o personagem começou a fazer parte do MCU – graças a um acordo entre Disney e Sony, detentora dos direitos cinematográficos do herói. Além de a estreia solo do Cabeça-de-Teia ter sido bem recebida, seja por criar a melhor adaptação para o cinema de Peter Parker ou pela evolução narrativa que Tom Holland já demonstra no papel, a produção ainda estrutura o próprio universo que existe apenas para o Amigão da Vizinhança. Abutre, Shocker, Gatuno, Mary Jane e Escorpião são somente alguns dos nomes relevantes que fazem parte do roteiro e devem continuar a crescer na sequência. Outro ponto que vale ressaltar é que o ator tem sido considerado o futuro do MCU, algo que o Chris Pratt comentou na visita ao Brasil para promover Guerra Infinita.
Por mais que as personagens femininas de Pantera Negra tenham agradado o público, o estúdio ainda não colocou uma heroína no papel de protagonista, algo que sempre coloca o presidente do estúdio Kevin Feige numa situação complexa. Viúva Negra é a principal mulher do MCU, o que aumentou os boatos sobre um possível longa solo da espiã russa, mas nada foi confirmado até o momento, então isso parece muito incerto, embora Scarlett Johansson seja uma artista renomada o suficiente para levar espectadores ao cinema. Esse ponto ficou ainda mais gritante com o sucesso que Mulher-Maravilha fez, mostrando um atraso da Marvel Studios.
A solução disso mora no coprotagonismo da Vespa na sequência de Homem-Formigae, principalmente, no longa solo da Capitã Marvel, com a vencedora do Oscar Brie Larson. Ao dar vida à heroína mais poderosa do MCU, segundo palavras do próprio Kevin Feige, a personagem deve se tornar um dos principais nomes do estúdio, principalmente pela provável importância em Vingadores 4 e por causa do adeus de grandes nomes da Marvel Studios. Como a história dela se passa boa parte no espaço, é esperado que muitos conceitos novos sejam explorados e pontos já apresentados nos dois filmes dos Guardiões da Galáxia ganhem mais relevância, como o retorno do kree Ronan.
Guerra Infinita se aproxima como um grande desfecho de um arco de dez anos, principalmente pelo adeus de grandes nomes do estúdio em Vingadores 4, mas, ao mesmo tempo, o estúdio já tem estruturado quais são os próximos protagonistas a brilhar em produções que mantenham discursos de representatividade e toda a fórmula Marvel de contar histórias. Essa é a primeira grande renovação que Kevin Feige deve promover, já que o retorno dos direitos de Quarteto Fantástico e do Universo Mutante tende a promover novas abordagens, ampliando ainda mais os rumos do MCU pela próxima década.
Este texto foi escrito por Gustavo Rodrigues via nexperts.

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