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Rogue One não estava com a Força, mas uma "bagunça", diz roteirista

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Desde a estreia de Star Wars: O Despertar da Força, em 2015, a nova leva de filmes da saga criada por George Lucas se tornou sinônimo de sucesso financeiro para os cofres da Disney que, à parte de todo o lucro originado por produtos licenciados e por suas atrações em parques temáticos, já soma uma quantia de mais 4 bilhões de dólares arrecadados com apenas três longas-metragens lançados, superando aí o valor equivalente da compra da Lucasfilm no final de 2012.
Mesmo com tamanho retorno de crítica e público, porém, a equipe da Lucasfilm não escapou de problemas de produção, passando por tratamentos de roteiro e refilmagens, além do que chamam de “diferenças criativas” entre produtores executivos e realizadores. Em um histórico que remonta desde o cancelamento de um spin-off dirigido por Josh Trank (do reboot de Quarteto Fantástico) à demissão dos diretores Phil Lord e Chris Miller da produção de Han Solo: Uma História Star Wars, a presidente Kathleen Kennedy não se manteve hesitante em tais decisões, contornando os riscos mesmo que em aparente última hora.
Rogue One, primeiro filme de uma série de derivados da saga, apresentou uma fase de pós-produção tumultuada. Em junho de 2016, o diretor Gareth Edwards apresentava sua versão do filme para o estúdio que, insatisfeito com o teor da narrativa, contratou o experiente roteirista Tony Gilroy para supervisionar a pós-produção e as refilmagens para corrigir alguns pontos da trama, tal como o seu final.
Participando do podcast "The Moment With Brian Koppelman", Gilroy falou pela primeira vez sobre seu trabalho em Rogue One e as mudanças significativas que isso acarretou ao título. Descrevendo um estado terrível de “confusão” e “bagunça” no qual a produção se encontrava, o roteirista explica que os problemas eram, na verdade, simples de resolver, uma vez que, considerando o destino das personagens, “o filme é sobre sacrifício”.
Gilroy, que afirmou nunca ter tido interesse em Star Wars, aproveitou então a oportunidade para explorar e reforçar as motivações das personagens de Felicity Jones, Diego Luna e Donnie Yen ao se sacrificarem no final do filme, permitindo aí a conquista da Aliança Rebelde sobre os planos da Estrela da Morte, conectando com os eventos do longa original de 1977. Gilroy apontou que “Rogue One não se parece com um filme Star Wars de muitos modos. Para mim, está mais para um filme sobre a Batalha da Grã-Bretanha” e que se desinteressa em fazer outro título da franquia.

Será que as mudanças fizeram jus aos sacríficios das personagens?

Por curiosidade, vale lembrar que o teaser trailer do longa apresentava cenas que não chegaram à versão final:
Além do roteirista, o compositor Michael Giacchino (UP: Altas Aventuras) foi contratado para assumir a trilha sonora tendo pouco mais de 1 mês para finalizar as orquestrações do filme, substituindo Alexandre Desplat (oscarizado recentemente por A Forma da Água) devido a conflitos de agenda.
Problemas à parte, convenhamos: o filme nos presenteou com uma das melhores cenas de Darth Vader em ação!
Rogue One se encontra disponível em Blu-ray, DVD e cópia digital. Han Solo: Uma História Star Wars estreia no dia 24 de maio nos cinemas brasileiros.
Este texto foi escrito por Thiago Cardoso via n-Experts.

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