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Marvel: produtor Kevin Feige fala sobre apostas ousadas no cinema

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As coisas estão dando bastante certo para a Marvel ultimamente, e o responsável é Kevin Feige. O produtor-executivo está por trás de todas as grandes decisões, liderando o conceito do Universo Cinematográfico Marvel.
Há alguns anos, a Marvel traçou com um plano ousado: entrelaçar tudo o que produzia em termos de audiovisual, fossem séries ou cinema. Como muitos sabem, tudo começou com o filme solo do Homem de Ferro, que introduziria os Vingadores ao grande público. Agora, o plano está chegando em sua fase final: Vingadores 4 não só marcará o fim dos Vingadores como conhecemos, mas também alcançará o objetivo de um universo completamente expandido. Após muitos anos vivendo de reboots, a indústria dos longas inspirados em quadrinhos finalmente está entregando produções cada vez mais novas — e ousadas.
Segundo Kevin Feige, eles já estão trabalhando nos filmes dos próximos 5 anos, no que tem sido chamado de "era pós-Vingadores". Nunca antes o cinema da Marvel esteve tão integrado com as HQs, e isso pode ser um sinal. Em entrevista ao Deadline, o produtor conta que, quando ele começou na indústria do entretenimento, "os responsáveis por grandes decisões nos estúdios se orgulhavam de não abrir histórias de quadrinhos e de nunca as ler — o que eu acho que foi um erro".



Se Feige falou, ele provavelmente tem alguma razão. Sob seus cuidados, as bilheterias dos filmes de super-heróis têm frequentemente ultrapassado US$ 1 bilhão, um feito realmente impressionante.

Kevin Feige aposta em inovações na Marvel

As conquistas de Feige não são só sobre números. Na verdade, o diretor conta que isso nunca foi seu ponto forte: "Eu sou muito ruim com números: matemática nunca foi minha disciplina favorita", contando que se confunde quando executivos apontam gráficos e tabelas para ele. Seu talento sempre foi desenvolver histórias e dar chance a inovações.
Por exemplo, ele conta que a nova fase da Marvel vai ter várias diretoras mulheres. Começando pelo aguardado Capitã Marvel, que está sendo produzido agora. O longa está sendo dirigido por Anna Boden, em codireção com Ryan Fleck. A dupla por si só é uma ideia ousada: Boden e Fleck trabalham juntos há vários anos, mas não em filmes de ação. Eles estão por trás de comédias e filmes românticos, como Se Enlouquecer, Não Se Apaixone.
Mas Feige garante que isso é só o começo. Em entrevista, comentou que essa é uma tendência que ele pretende manter: "Eu não posso prometer que os próximos 20 filmes da Marvel serão dirigidos por mulheres, mas uma boa parte deles será".

Pantera Negra quebra barreiras racistas no cinema

Não só de mulheres são formadas as minorias. Pantera Negra é um exemplo de outra tentativa que deu supercerto: estrelado e produzido por negros e tendo como público-alvo pessoas negras, foi um sucesso! A bilheteria chegou a US$ 1,3 BILHÃO, marcando a maior bilheteria de filmes solo de heróis da Marvel. Feige explica que a Marvel "queria destruir o mito de que longas feitos por negros não fariam sucesso pelo mundo". A simples ideia de um mito racista como esse existir é perturbadora, não é?
O produtor acrescenta que estar na Disney, com seu incrível departamento de marketing, facilitou bastante a produção. "O orçamento para Pantera Negra foi maior do que o de Doutor EstranhoHomem-Formiga e Capitão América: Guerra Civil, e você não pode fazer isso sem o apoio e o encorajamento dos líderes da companhia." Pantera Negra foi orçado em US$ 200 milhões, cerca de US$ 40 milhões a mais do que os demais citados, com exceção de Guerra Civil. Lembra que Feige falou que era ruim com números? Ele estava falando sério: o orçamento divulgado de Guerra Civilfoi de US$ 250 milhões, e ele acabou se confundindo na entrevista.
Além dos grandes executivos da Marvel, Feige elogiou Ryan Coogler, o diretor de Pantera Negra. Para contar a história do Rei de Wakanda, Coogler montou uma equipe completamente diversa do padrão Hollywood: quase todos os envolvidos na produção (incluindo a trilha sonora, comandada pelo rapper Kendrick Lamar) são negros. Além disso, boa parte dos responsáveis eram mulheres, como a designer de produção Hannah Beachler, a figurinista Ruth Carter e a diretora de fotografia Rachel Morrison. E olha que eles não trabalhavam com filmes tão comerciais antes, o que torna sua contratação um bocado ousada. Mas Feige garante: "Nós não conseguimos imaginar o filme sem eles e esperamos que os filmes futuros sejam feitos com eles. Nunca há dinheiro suficiente quando você está trabalhando com cinema. Isso requer disciplina. Você pode jogar um monte de dinheiro em algo, e isso não ser suficiente para resolver um problema criativo".

Marvel aposta em novos subgêneros para filmes de heróis

De fato, a Marvel está explorando diretores de estilos completamente diferentes. Além de Anna Boden e Ryan Coogler (que, antes de Pantera Negra, dirigiu filmes como Creed: Nascido para Lutar), Feige apostou em outros diretores menos comerciais. Taika Waititi, que dirigiu Thor: Ragnarok, está por trás de cults como O Que Fazemos nas Sombras. Outro exemplo é Jon Watts, que, antes de Homem-Aranha: De Volta ao Lar, trabalhava em suspenses como A Viatura. Segundo Feige, eles queriam dar voz a pessoas que geralmente não faziam longas populares: o segredo é "encontrar pessoas que têm pontos de vista únicos e algo para dizer, e então as cercar com outras talentosas".
"Mas, e se as coisas dessem errado?", você se pergunta. Felizmente, além de gênio, Kevin Feige é otimista. Para ele, "Fracasso é uma oportunidade de fazer as coisas melhores. Nós passamos por isso em todos os filmes antes de serem lançados. Tivemos testes de cenas que eram pavorosos, até mesmo nossos primeiros filmes; nós ganhamos reações que são meio 'Bom, foi divertido enquanto durou'. Nosso trabalho é entrar nessa e fazer o que é preciso".
Este texto foi escrito por Verenna Klein via nexperts.

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