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Tina Fey e Robert Carlock comentam season finale e filme de Kimmy Schmidt

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É difícil admitir, mas o fim de Unbreakable Kimmy Schmidt já bate à porta. Com metade da última temporada no ar desde maio – movimento que a Netflix calculou estrategicamente para não deixar a produção de fora do Emmy 2018 –, tudo o que resta aos amantes da série, além de rever as temporadas anteriores, é esperar a liberação dos episódios finais, prevista para janeiro de 2019, além de torcer, como adiantamos aqui, pela definição sobre o possível longa-metragem que fecharia de vez a história de Kimmy (Ellie Kemper) e companhia.
Para não deixar os fãs da trama ambientada no bairro fake de East Dogsmouth, em Nova York, se corroendo de ansiedade até lá, Tina Fey e Robert Carlock, seus criadores, anteciparam à revista norte-americana Variety algumas informações sobre a segunda parte da 4ª temporada da produção e deram pistas sobre o filme que pode vir a ser produzido na sequência do seu encerramento na Netflix. Eis os nossos destaques:

Kimmy Schmidt: da Netflix para o cinema?

As especulações de que Kimmy Schmidt pode ganhar uma versão para o cinema já não são novidade, mas Tina Fey e Robert Carlock adiantaram que o sucesso dessa empreitada ainda depende de uma série de definições. Não se sabe, por exemplo, se o longa ficaria restrito ao streaming da Netflix (um filme para a TV, portanto) ou se teria potencial para estrear no cinema. O que já está certo, no entanto, é que a segunda metade da 4ª temporada da série será produzida pensando nas possibilidades que Fey e Carlock querem explorar no filme caso ele saia do papel.

“Não queremos sobrecarregar os últimos episódios da série nem fazer as coisas às pressas”, disse Carlock. “Temos plena consciência de que há partes da história que podem ser exploradas de maneira muito elaborada e divertida no formato de um filme”, completou. Questionada sobre como tem pensado o episódio final da série diante da possibilidade da versão cinematográfica, Fey disse que “o filme certamente contará uma história própria. Com isso, podemos até antecipar o encerramento dos arcos de alguns personagens já na segunda parte da última temporada da série”.

Uma 4ª temporada curta, mas poderosa

As indicações de Kimmy Schmidt aos Emmys deste ano com apenas seis episódios de meia hora cada representaram um marco para a série: entrar para a lista de indicados com uma das menores temporadas da história da TV norte-americana, igualando-se a produções como Kate & Allie (1984) e The Wonder Years (1988) – sinal de que, mesmo curtinha, a safra de 2018 de Kimmy Schmidt é poderosa e convincente. Mas nem tudo são flores. Apesar do feito, a série também sofreu alguns golpes com o fato de sua temporada final ser lançada em duas partes separadas.
Com um volume menor de material para concorrer com outras produções, Kimmy Schmidt só recebeu duas indicações (com o incrível Tituss Burgess mais uma vez incluído), em vez das cinco que já chegou a ostentar. De certa forma, isso deixa a série em uma saia justa, afinal essa deve ser uma das últimas chances de Tina Fey e Robert Carlock – que colecionam 103 indicações e 16 Emmys só com 30 Rock, antecessora de Kimmy – quebrarem o jejum e emplacarem uma premiação com a produção protagonizada por Ellie Kemper.
O bom é que, graças ao viés político da sua reflexão sobre a misoginia, a 4ª temporada de Kimmy pode ganhar relevância na corrida pelo Emmy, especialmente se o movimento #MeToo, que nos Estados Unidos ganhou evidência inquestionável, exercer alguma influência sobre a escolha dos jurados. Ainda assim, os críticos acham que a disputa vai ser acirrada com GLOW, também da Netflix, e The Marvelous Mrs. Maisel, produzida e exibida pela Amazon.

Uma Kimmy mais madura à vista?

Ainda em entrevista à Variety, Fey falou sobre a receptividade do público ao fim da primeira parte da 4ª temporada da série. A criadora se declarou surpresa com a reação das pessoas à cena da despedida entre Kimmy e sua mochila no rio Hudson. “Talvez a repercussão tenha origem no fato de aquela cena representar um corte na imagem da Kimmy um tanto quanto infantilizada que conhecemos ao longo da história”, revelou. Ao que tudo indica, os fãs podem esperar um encerramento com uma Kimmy mais madura em 2019.

Bom humor fechou a entrevista

Em um momento mais descontraído da conversa, Fey e Carlock foram indagados sobre quem gostariam de ter por perto para uma conversa em uma eventual festa de premiação do Emmy. “Eu adoraria conversar com a turma de The Crown. Mas não vou. Vou só os observar a distância, de uma perspectiva assustadoramente admiradora”, revelou Fey. Já Carlock gostaria de bater um papo com o Monstro das Sombras, de Stranger Things. “Ouvi que ela é muito gente boa na vida real. Sim, ela. Estamos em 2018, e o Monstro das Sombras pode ser uma mulher!”, disse.
Questionados sobre qual categoria de Emmy eles criariam se pudessem, Fey respondeu: “Performance de variedades. Ela existia e precisa voltar. O elenco de Saturday Night Live é bom demais e está levando todas na categoria Atriz Coadjuvante em Série de Comédia”. Bem-humorado, Carlock completou: “Além disso, os apresentadores do SNL concorrem em uma categoria injusta. Aí chega uma Tina Fey da vida, força um sotaque da Filadélfia por 3 minutos, diz alguma besteira do tipo ‘Senhoras e senhores, Nicki Minaj!’ e ainda leva uma indicação na frente de gente como Jon Hamm [o reverendo em Kimmy Schmidt]. Preciso tomar providências!”.
Este texto foi escrito por Rodrigo Sánchez via nexperts.

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