10 fatos históricos que ganharam sua versão em Doctor Who - Leitores Anônimos

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10 fatos históricos que ganharam sua versão em Doctor Who

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Doctor Who, por si só, é praticamente uma peça histórica. A série conta com 11 temporadas, fãs leais por todo o mundo, e o primeiro episódio foi exibido em 1963!
Há mais de 50 anos no ar, Doctor Who presenciou diversos momentos da História Mundial — e, claro, incluiu isso em suas narrativas, como seria de se esperar de uma série sobre um viajante no tempo. Do Império Asteca à Guerra Fria, seus vários doutores vivenciaram situações inspiradas diretamente no mundo real. Confira a lista abaixo!

1. Jack, o Estripador


Um dos maiores medos da Londres de 1888 era o homem que ficou conhecido como Jack, o Estripador. O serial killer andava pelas ruas do distrito de Whitechapel atrás de vítimas e guardava "troféus" de seus crimes para enviar junto a cartas para a polícia e a imprensa. Até hoje, não se sabe quem seria o culpado — o nome Jack viralizou por conta de uma carta, provavelmente falsa.
Em todo o caso, a busca pelo psicopata assombrou o imaginário londrino, deixando o povo frustrado com a polícia; jornais chegaram a contratar detetives particulares para tentar solucionar o crime. Por conta disso, a figura de Sherlock Holmes — que havia surgido em um conto publicado 1 ano antes — se popularizou da forma como a conhecemos até hoje.
Então, em 1977, Doctor Who resolveu trazer à tona o caso, mesmo que sutilmente. Afinal, uma das grandes inspirações do Quarto Doutor (Tom Baker) era o próprio Holmes — chapéu e tudo. No episódio "As Garras de Weng-Chiang", ele e sua companheira Leela (Louise Jameson) decidem assistir a um show do mágico Li H'sen Chang, mas acabam esbarrando com um crime em curso e resolvem investigá-lo.
A vítima era um taxista que havia ido ao teatro para interrogar Chang, que supostamente teria sequestrado sua esposa. Ela se voluntariou para uma performance e nunca mais voltou. Enquanto a polícia duvida do caso, um dos funcionários do teatro acredita que isso é coisa do Estripador ou de um imitador, porque outras mulheres sumiram assim. No fim, o culpado não é nenhum dos dois, mas sim um homem que acha que é a divindade Weng-Chiang; mesmo assim, o episódio tenta captar o pavor que existia na época.

2. A crise dos mísseis de Cuba

Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos e a União Soviética disputavam a liderança econômica global. Quando os EUA instalaram mísseis na Turquia, a URSS respondeu posicionando mísseis em Cuba, sua recente aliada. A situação — que durou 13 dias — criou uma tensão assustadora por todo o mundo, já que uma batalha de mísseis nucleares seria uma catástrofe sem tamanho. Felizmente, os líderes de ambas nações concordaram em retirar os mísseis, e um canal de comunicação entre eles foi estabelecido.
Doctor Who foi lançado em 1963, um ano depois do acontecido, e a memória ainda estava bastante viva na mente das pessoas. Então, eles criaram uma história em seis episódios, "Os Daleks". A narrativa se passava em um mundo distante, mas onde uma situação parecida havia acontecido. Os Thals e os Dals haviam entrado em uma disputa bélic e chegaram a lançar seus mísseis, criando assim uma guerra nuclear. Seu planeta, então, passou por mutações terríveis.
A partir disso, os Thals se tornaram um povo dedicado à paz. Enquanto isso, os Dals sofreram muito: foram destruídos ao ponto de não terem mais esqueletos, enquanto continuavam a criar armas mortais — e se tornaram, assim, os Daleks. Se você acompanha a série, sabe que estes são vilões recorrentes na trama.

3. Os mísseis intercontinentais

Se você acha que, depois dos mísseis cubanos, a situação ia melhorar, está enganado. Nos anos 60, os EUA e a URSS conseguiram desenvolver mísseis capazes de atravessar continentes. Na década seguinte, eles podiam ser escondidos e prontos para atacar a qualquer momento. Com isso, os países poderiam assegurar que, caso fossem atacados (e mesmo destruídos), esses mísseis garantiriam a retaliação.
Em 1974, o Quarto Doutor retratou esse medo em sua primeira trama: "Robot". Nela, um robô criado para ajudar pessoas muda sua própria programação e a direciona à destruição. Os vilões por trás disso estavam roubando os códigos para lançar todos os mísseis nucleares do mundo — e planejavam lançá-los simultaneamente, a fim de destruir a raça humana e repovoar a Terra como quisessem.

4. O desaparecimento de Agatha Christie

Em 1926, a célebre escritora Agatha Christie descobriu que estava sendo traída por seu marido e pediu o divórcio. Ela deixou um bilhete dizendo que estava indo para Yorkshire, mas só chegou lá 11 dias depois — e era bem perto. Até hoje, não se sabe o que a autora fez durante todo esse tempo, e ela honrou seu posto como Dama do Mistério ao se recusar a dar explicações.
Em 2008, no episódio "O Unicórnio e a Vespa", o Décimo Doutor (David Tennant) e Donna Noble (Catherine Tate) chegam a um jantar onde a escritora estaria presente. É claro que a produção não desperdiçou a chance de um mistério à la Agatha Christie: um deles morre, e o assassino está entre os convidados. Christie resolve tudo, mas acaba sofrendo de uma amnésia temporária — chegando ao hotel 10 dias depois.

5. O grandioso Mary Celeste

Em 1872, a tripulação do navio canadense Dei Gratia avistou outra embarcação vagando pelo Atlântico. Estranhando a forma como as velas foram içadas, se aproximaram e não viram ninguém a bordo da embarcação identificada como Mary Celeste.
Quando foram inspecioná-la, notaram que estava abandonada: os bens pessoais do capitão e do navio estavam lá, assim como abastecimentos para a viagem. As únicas coisas faltando eram os papéis de registro e o bote salva-vidas, mas nenhum tripulante foi encontrado nos anos seguintes. Até hoje, ninguém sabe o que causou essa fuga repentina.
Em 1965, o Doutor estava fugindo dos Daleks (que citamos lá em cima). O primeiro Doutor (William Hartnell) e sua parceira Barbara (Jacqueline Hill) investigam um crime em um navio, o Mary Celeste. A bordo, a tripulação os toma por clandestinos e começa a persegui-los — felizmente, a TARDIS permite que eles escapem.
Mas é claro que a população fica extremamente confusa com o desaparecimento, e a coisa piora quando o navio-viajante-no-tempo dos Daleks surge em busca do Doutor. Desesperados, os tripulantes fogem do navio, e ninguém acredita nessa versão extraterrestre do desaparecimento.

6. Van Gogh e sua obra

O holandês Vincent Van Gogh é claramente um dos pintores mais famosos de todos os tempos. Entretanto, seu glamour é póstumo: durante a vida, ele não conseguia vender suas obras e ainda sofria de doenças mentais. Em 1890, ele deu um tiro em si mesmo — há quem acredite que foi um acidente, e não suicídio. De toda forma, seus anos finais lhe renderam uma grande produção artística, mas também grande sofrimento.
Em 2010, foi ao ar o episódio "Vincent and the Doctor". Nele, o Décimo-Primeiro Doutor (Matt Smith) e sua parceira Amy Pond (Karen Gillan) suspeitam de um monstro estranho que viram em uma pintura de Van Gogh. Eles voltam no tempo para investigar e acabam se aproximando do artista, em uma jornada que rende à série um dos episódios mais belos de todos.

7. A Cruzada dos Reis

A Terceira Cruzada — que ficou conhecida como A Cruzada dos Reis — visava tomar a Terra Santa do sultão Saladino. Então, os reis da Inglaterra e da França fizeram um pacto para enfrentá-lo e conseguiram o apoio do Imperador Romano da época. Essa força combinada de Inglaterra, França, Alemanha/Áustria e Roma funcionou, e eles venceram o sultão.
O rei inglês a propor a Cruzada foi Henrique II, mas ele morreu antes de conseguir seu objetivo —Ricardo Coração-de-Leão completou a tarefa. Ele acabou propondo a Saladino que, em troca de deixar Jerusalém sob o controle muçulmano, o sultão permitiria acesso total dos mercadores ingleses não só à cidade, mas também ao Chipre e à Síria.
Em 1965, a Terceira Cruzada foi palco de quatro episódios. Barbara é capturada pelos saracenos, junto a um amigo do rei Ricardo. Então, o Doutor, Vicki (Maureen O'Brien) e Ian (William Russel) partem para Corte do rei, a fim de procurar ajuda. O problema é que o irmão de Saladino acha que Barbara e o outro capturado eram, na verdade, o próprio rei e sua irmã Joanna, por isso quer matá-los.
Surpreendentemente, é o próprio Saladino que percebe o erro — e pede a Barbara que se case com ele. A essa altura, alguns nobres ingleses começam a achar que o Doutor é um espião do sultão, bem a tempo de Ian conseguir resgatar Barbara. Felizmente, os quatro voltam à TARDIS no último instante.

8. Nero, o Imperador Romano

Nero é famoso por supostamente ter incendiado Roma — embora historiadores duvidem que isso tenha acontecido de fato, a fama de incendiário pegou. De qualquer forma, ele não foi um governante para fracos: apesar de ter feito uma reforma nos impostos do Império, ele também era considerado imoral por apoiar o teatro grego e envenenar rivais políticos (incluindo sua própria mãe).
Mas voltemos ao Grande Incêndio de Roma: Nero aproveitou o acontecido para culpar os cristãos locais, aumentando a perseguição aos religiosos; tal situação levou a várias revoltas, e ele acabou se suicidando.
No episódio "Os Romanos", de 1965, os protagonistas (Doutor, Barbara, Ian e Vicki) são levados para Roma. O Doutor é confundido com um famoso tocador de lira e levado à presença do Imperador — retratado como vaidoso, incompetente e arrogante.
O Doutor obviamente não é capaz de manter a mentira por muito tempo; quando está prestes a ser mandados aos leões, seus óculos incendeiam um mapa de Roma. Nero toma isso como uma inspiração para atear fogo e então reconstruí-la, mas nossos queridos personagens escapam antes de o plano ser posto em prática.

9. O Império Asteca

Se você não se lembra das aulas de História do Ensino Fundamental, a gente ajuda: os Astecas eram um povo bastante rico na região do México, antes de os espanhóis chegarem à América. Eles tinham uma sociedade bastante complexa, uma arquitetura incrível e certo apreço por metais preciosos e cacau — o que rendeu a lenda de El Dorado. Também eram feitos sacrifícios humanos aos deuses, mas não apenas para agradá-los: os Astecas esperavam consequências específicas dos sacrifícios, como trazer a chuva durante um período de seca.
O primeiro Doutor teve uma série de episódios dedicados ao Império. Barbara acaba colocando um bracelete e sendo confundida com a reencarnação da deusa Yetaxa. Ela recebe várias honras, até que descobre que estão planejando um sacrifício para que ela traga a chuva.
Horrorizada, Barbara resolve banir os sacrifícios humanos, acreditando inclusive que isso fará com que eles sobrevivam à chegada dos hispânicos. Infelizmente, não dá certo, e eles acabam fugindo quando os astecas questionam sua divindade.

10. As pirâmides de Marte

Em 1971, a Mariner 9 foi a primeira sonda espacial a orbitar outro planeta. Nos primeiros meses, uma tempestade de areia cobria Marte, o que foi bastante frustrante. Mas quando ela conseguiu imagens, várias descobertas importantes foram feitas: havia vulcões e uma estrutura que parecia muito com pirâmides. E pirâmides significariam vida inteligente capaz de construções! É claro que, um tempo depois, descobriram que eram só acidentes geográficos naquele formato, mas a ideia das pirâmides continuou na mente da população em geral.
Alguns anos depois, Doctor Who se inspirou nessa história. O Doutor volta no tempo para a casa de um renomado egiptologista que havia seguido uma missão de recuperar artefatos perdidos. Então, nosso protagonista descobre que, se o historiador falhar, múmias voltarão à vida. Como se não bastasse, o egiptologista se tornou refém de um alienígena, Sutekh. Na série, as pirâmides haviam de fato sido construídas, com a função de garantir que Sutekh não tivesse acesso aos transmissores em seu interior.
Este texto foi escrito por Verenna Klein via nexperts.

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