22 séries sobre psicologia e comportamento para assistir na Netflix - Leitores Anônimos

Post Top Ad

Leitores Anônimos

22 séries sobre psicologia e comportamento para assistir na Netflix

Compart
Melhor do que maratonar uma série por falta de algo melhor para fazer ou por pura procrastinação, é quando uma história entra na nossa cabeça e somos completamente fisgados por ela, precisando, a todo custo, saber como tudo termina!
São muitas as séries disponíveis na Netflix que podem nos garantir ótimas maratonas, mas talvez o melhor estilo para esse fim seja o de histórias que mexem completamente com o nosso psicológico: seja devido a uma investigação cheia de nuances, por conta de personagens complexos ou por relações repletas de nós desatados.
Se você está precisando de uma série nova para ser completamente absorvido por sua narrativa, aqui temos 22 indicações incríveis para quem ama tramas psicológicas e com reflexões a respeito do comportamento humano.

1. Maniac


Em um futuro distópico, Owen (Jonah Hill) e Annie (Emma Stone) se conhecem em um laboratório que realiza testes para o lançamento de um medicamento que visa à felicidade. Ele sofre de esquizofrenia paranoide, e ela é uma viciada em drogas que vive com saudades da irmã que morreu. Os experimentos fazem com que o público conheça profundamente a mente da dupla, que viaja por pensamentos de escape representados por fantasias absurdas.
Nas viagens apresentadas em Maniac, eles vivem diferentes realidades em diferentes lugares e períodos, sempre enfrentando problemas pessoais, o que dá espaço para uma ótima construção de personagens tão complexos quanto o cérebro humano.

2. BoJack Horseman

O mais famoso “desenho para adultos” da Netflix com certeza é BoJack Horseman, que conta a história de um astro decadente de Hollywood que sonha em reconquistar sua vida glamourosa. Nesse processo, a série envereda por questões existenciais intensas, o que muitas vezes pode ser um pouco triste.
Vários dos personagens da série são animais antropomórficos, podendo causar estranhamento, mas naquele contexto faz um sentido tremendo. É dessa forma, por exemplo, que BoJack traz à tona sua dificuldade de se comportar como um homem adulto e sua falta de identificação, bem… com a vida humana. A solidão e a depressão são muito presentes no desenho.

3. Caçadores de Mentes

Para os fãs de histórias de investigações criminais, Caçadores de Mentes é um prato-cheio, afinal é com essa série que entendemos até mesmo a origem da expressão serial killer. Aqui, acompanhamos os agentes do FBI Holden Ford (Jonathan Groff) e Bill Tench (Holt McCallany), que notaram que certos crimes reproduziam padrões e decidiram estudá-los através de entrevistas realizadas com assassinos já condenados, analisando seus comportamentos.
A série da Netflix é baseada no livro "Mindhunter: o primeiro caçador de serial killers americano", assinado por John E. Douglas and Mark Olshaker.

4. Bates Motel

Inspirada no clássico Psicose, de Hitchcock, Bates Motel é, na verdade, a história que antecede o filme, dando origem ao hotel onde tudo acontece. A série se debruça sobre o relacionamento entre Norma (Vera Farmiga) e seu filho Norman (Freddie Higmore), que não é dos mais saudáveis.
O rapaz sofre com um transtorno dissociativo de identidade e com apagões devido aos traumas que permeiam a história de sua família. Nesses momentos, Norman tem atitudes violentas e até fatais, mas a parte perturbadora da história é a persona que o move.

5. Gypsy

A terapeuta nova-iorquina Jean Holloway (Naomi Watts) vem mostrar que, às vezes, até mesmo os profissionais da saúde mental também precisam de ajuda. Envolvida demais nas histórias de seus pacientes, em Gypsy, Jean assume um comportamento controverso e passa a buscar contato com as pessoas mencionadas por eles em suas sessões. É assim, por exemplo, que ela – agora respondendo como Diana – se envolve com a ex-namorada de um paciente.
Ao mesmo tempo que toca sua vida dupla, fazendo inclusive pequenos roubos em lojas e luxo e bebendo em excesso, Jean deixa sua família em segundo plano, ausentando-se do cotidiano de sua filha Dolly (Maren Heary), que vive uma disforia de gênero.

6. A Maldição da Residência Hill

Lançada na onda do Halloween de 2018, esta é uma série perturbadora, não apenas por ser de terror, mas porque entrega ao público muitas questões relativas à saúde mental.
Contando a história da família Crain, A Maldição da Residência Hill remonta ao período em que Hugh (Henry Thomas) e Olivia (Carla Gugino) se mudam para uma casa nova com seus cinco filhos. As crianças, porém, passam a ter visões terríveis, e logo a mãe descobre que eles estão certos e seus relatos não são apenas medos infantis.
Os traumas desenvolvidos na infância, incluindo a morte assombrosa de Olivia, afeta os irmãos Crain até a vida adulta, período que acompanhamos durante a maior parte da primeira temporada. É nessa fase que, por recomendação de seu terapeuta, Nell (Victoria Pedretti) resolve voltar à Residência Hill e uma fatalidade acontece, levando seus irmãos a questionarem a sanidade da família.

7. Jessica Jones

Em sua primeira temporada, Jessica Jones (Krysten Ritter) foi uma personagem cuidadosamente construída. Com a forte presença do vilão Kilgrave (David Tennant), que controla mentes, as fraquezas da heroína da Marvel foram completamente expostas, e nós pudemos compreender seus traumas.
No passado, Jessica havia sido manipulada por Kilgrave, tendo sido obrigada a tomar atitudes – muitas delas violentas – com as quais não concordava, da mesma forma que foi mantida em um namoro em que ela só tinha a opção de obedecê-lo. Trata-se de um exemplo perfeito de relacionamento abusivo e suas consequências.

8. Legion

Esta é uma série de heróis com uma proposta diferente: Legion tem sua primeira temporada acontecendo majoritariamente na cabeça de David Haller (Dan Stevens), um mutante que não é exatamente um narrador confiável. Os poderes mentais dele conseguem manipular a realidade, de forma que os envolvidos tenham brechas para questionar se os acontecimentos são reais.
Antes que pudesse compreender seus poderes, David foi internado após uma tentativa de suicídio supostamente desencadeada por esquizofrenia.

9. Hannibal

O perturbador Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen) é o tipo de vilão que, ao mesmo tempo que causa arrepio, desperta certo fascínio. Na série disponível na Netflix, a história tem início quando, como psiquiatra, Hannibal começa a atender o agente do FBI Will Graham (Hugh Dancy), que está incomodado com a simpatia que sente por serial killers.
Ao longo da trama, acompanhamos o complexo relacionamento entre psiquiatra e paciente, uma vez que Will está justamente à caça de serial killers e, bem, Hannibal é um canibal.

10. Atypical

Focada na vida de Sam (Keir Gilchrist), Atypical é um mergulho no mundo de uma pessoa diagnosticada com Transtorno do Espectro do Autista. Ao longo das duas temporadas já lançadas pela Netflix, acompanhamos os impactos diretos e indiretos causados pelo transtorno nas relações familiares, desde o distanciamento dos pais como casal até a sensação de abandono sofrida pela irmã mais nova Casey (Brigette Lundy-Paine).
A despeito de suas dificuldades sociais, Sam mantém uma amizade honesta (às vezes até demais) e divertida com Zahid (Nik Dodani), relaciona-se com garotas e até enfrenta uma espécie de terapia em grupo. Além disso, o garoto nunca é tratado como alguém incapaz, de forma que seu personagem evolui em direção à vida adulta, rompendo com seus próprios limites.
A figura da terapeuta Julia (Amy Okuda) também é bastante presente, seja durante sessões de terapia que muito o ajudam, seja em relações extraconsultório.

11. Merlí

Protagonizada por um professor de Filosofia pouco convencional, Merlí explora a temática das relações interpessoais de forma leve e cuidadosa, tratando de questões que podem causar muita angústia na vida real, como a aceitação da sexualidade, a gravidez precoce e o bullying, com a seriedade que merecem.
Merlí (Francesc Orella) parece um estereótipo de cinquentão fracassado, por voltar a morar com a mãe. Contudo, também é no seu interesse pelos dramas pessoais de seus alunos que enxergamos sua personalidade cativante, assim como sua dificuldade nas relações próximas.

12. Black Mirror

Isso é muito Black Mirror! A série da qual os fãs não se cansam de falar apresenta episódios que refletem acerca da psicologia do cidadão contemporâneo, explorando a relação da sociedade com a tecnologia e refletindo sobre os efeitos de cada tela de TV, monitor e smartphone em nossas vidas.
Os episódios abordam temas como inteligência artificial, manipulação da realidade através da mídia, diferença no comportamento de quem é filmado, aceites em contratos virtuais que poucos leem e, claro, influência das redes sociais na personalidade das pessoas.
Trata-se de uma ficção científica intrigante que, ao trazer capítulos com histórias únicas e independentes, vai além para mostrar os efeitos da tecnologia na psicologia social.

13. The Alienist

The Alienist se passa no século XIX, em Nova York. A história tem início quando Theodore Roosevelt (Brian Geraghty) chama o Dr. Laszlo Kreizler (Daniel Brühl) e o ilustrador de jornais John Moore (Luke Evans) para conduzirem uma investigação secreta a respeito de uma série de assassinatos de prostitutas. Naquele momento, acreditava-se que as pessoas que sofriam de doenças mentais eram alienadas da natureza humana, de forma que quem as estudava era um alienista.
Laszlo é o alienista (ou seja, uma espécie de psicólogo forense), cuja profissão dá nome à série. Sua história pessoal certamente é o motor do seu interesse por esse tipo de crime.

14. Sense8

Assim que foi lançada, Sense8 logo se tornou uma referência de história sobre empatia e laços interpessoais baseados no cuidado e no carinho, além de representatividade e diversidade devido às diferentes origens e personalidades de seus personagens.
A série da Netflix conta a história de oito pessoas (os sensates) que, apesar de estarem distantes no globo terrestre, estão conectadas em outra dimensão, dividindo emoções, experiências e pensamentos.
Além de tratar abertamente de questões como identidade de gênero, há quem interprete Sense8 como uma analogia à vida com Transtorno Dissociativo de Identidade: a conexão entre os personagens seria como a convivência com alter egos.

15. Mad Men

Muito comentada por sua fidelidade aos valores e comportamentos de uma época, Mad Men tem como base a vida em agências de publicidade dos Estados Unidos na década de 1960, quando fazer propaganda de cigarro ainda era legal.
Além de ser um retrato muito interessante desse mercado – competitivo desde o começo, por sinal –, a série dá atenção à vida pessoal de diversos personagens envolvidos na agência central, e é nesse ponto que a complexidade humana entra em cena.
Nesse sentido, talvez Donald Draper (Jon Hamm) seja o personagem emblemático. Com uma vida pregressa indiscutivelmente difícil, Don não perdeu nenhuma oportunidade que teve de se reinventar – o que não significa que suas falhas de caráter foram apagadas. É assim que nós vemos, em tela, um personagem constantemente insatisfeito, perturbado, que tem claros problemas com o álcool e é orgulhoso demais para procurar ajuda psiquiátrica.

16. Crazy Ex-Girlfriend

O que pode parecer uma série de comédia romântica feita para pintar uma mulher de louca não corresponde à profundidade de Crazy Ex-Girlfriend. A história começa com Rebecca (Rachel Bloom), uma promissora advogada de Nova York, que decide seguir seu amor de adolescência e se muda para West Covina, uma pequena cidade da região de Los Angeles.
Certa de que seu reencontro acidental com Josh (Vincent Rodriguez) foi alguma espécie de sinal do destino, Rebecca resolve largar sua rotina sem sentido para, finalmente, viver um grande amor. Ela só não contava com o fato de que o rapaz já tivesse uma namorada. É assim que começa uma longa trama cheia de planos ridículos muito bem elaborados com o objetivo de conquistar Josh.
Ao longo da série, desenvolvida em forma de musical, a personalidade de Rebecca vai ficando cada vez mais clara para o público, que entende que a nova vida em West Covina não é apenas o resultado de um impulso momentâneo, mas parte de problemas mal resolvidos e alguns transtornos psicológicos.

17. Please Like Me

Baseada na vida do comediante australiano Josh Thomas, Please Like Me é uma sitcom diferente, que lida diretamente com questões relacionadas à saúde mental. A história começa com a tentativa de suicídio de Rose (Debra Lawrence), a mãe do protagonista, e com o fim do relacionamento de Josh e Claire (Caitlin Stasey).
Embora seja um período evidentemente complicado de sua vida, a leveza com que Josh lida com tudo é surpreendente e inspiradora. A série explora essa relação de forma delicada, assim como mostra a importância de termos amigos e familiares em quem possamos confiar. Além disso, há o outro lado: a descoberta da homossexualidade de Josh nos lembra o quanto é importante estarmos presentes na vida de quem amamos.
A segunda temporada de Please Like Me se concentra em grande parte em um hospital psiquiátrico, onde Rose está internada e se torna amiga de Hannah (Hannah Gadsby, sim a comediante do stand-up Nanette!) e também onde Josh conhece Arnold (Keegan Joyce), com quem namora posteriormente.

18. The Forest

A série belga disponível na Netflix conta a história da investigação sobre o desaparecimento da adolescente Jennifer (Isis Guillaume). O que poderia ser somente uma série policial sem diferenciais se torna uma trama complicada para a professora Ève (Alexia Barlier), que, na noite do sumiço, recebe um telefonema da garota, no qual pode identificar que ela talvez estivesse na floresta da cidade.
Devido a essa ligação, a professora assume o papel central na investigação, ainda que a contragosto da polícia, pois, em sua infância, ela também passou por um trauma na mesma floresta. Assim, Ève se vê diante de seus próprios mistérios e se empenha em descobrir sua própria origem. O principal instrumento à sua disposição é uma série de gravações em VHS de sessões com um psiquiatra.

19. Le Chalet

O que parece um reencontro de amigos de infância em um pacato vilarejo francês se torna um verdadeiro pesadelo quando uma pedra gigante cai de um penhasco e faz com que eles percam o acesso à cidade. A história de Le Chalet fica macabra quando Adèle (Emilie de Preissac), noiva de um desses velhos conhecidos, começa a ter visões sangrentas envolvendo a casa onde todos estão hospedados.
Paralelamente, conhecemos a história da família Rodier, que habitou o vilarejo 20 anos antes do acontecimento e descobrimos que segredos traumáticos e planos perturbadores de vingança conduzem a trama.

20. The Sinner

Um dia em família, na praia, termina em tragédia quando Cora (Jessica Biel), aparentemente incomodada com a música ouvida por outra pessoa, acaba cometendo um assassinato diante de seu marido, seu filho bebê e muitas outras testemunhas.
Na primeira temporada de The Sinner, ao longo da investigação a respeito do crime, somos apresentados a uma série de problemas pessoais enfrentados anteriormente pela protagonista, que vão desde abuso psicológico até violência sexual. A pior parte: ela sofre com um vácuo em sua memória, de modo que 2 meses de sua vida são completamente nebulosos devido a um suposto uso de drogas.

21. Requiem

Em Requiem, Matilda (Lydia Wilson) é uma talentosa violoncelista que tem sua carreira promissora interrompida devido a uma tragédia familiar. Após o fatídico acontecimento, a jovem encontra uma série de recortes de jornais entre as coisas de sua mãe e percebe que há algo estranho: as notícias falam do desaparecimento de uma criança galesa.
Supondo que haja uma ligação entre essa criança e ela própria, Matilda embarca numa viagem com o objetivo de descobrir o que realmente aconteceu. Nesse processo investigativo, ela se depara com pessoas que parecem oscilar entre a realidade e alucinações e um turbilhão de fatos que aparentam distúrbios psicológicos.

22. Big Mouth

Lidando com as transformações desencadeadas pela puberdade, Big Mouth é uma animação de comédia com muito humor negro. Com Nick e Andrew como protagonistas, dois garotos de 13 anos com os hormônios em fúria, a série não tem papas na língua para mostrar as mudanças desse estágio da vida, e nada é tabu. Suas colegas da mesma idade (Jesse, Missy e Jay) também possuem bastante tempo na tela, e essa fase da vida não é deixada de lado.
Em Big Mouth, os hormônios são apresentados na forma de monstros que interagem com os personagens principais. Maurice, por exemplo, é uma criatura grotesca que representa a puberdade dos garotos, dando conselhos nada agradáveis e raramente corretos sobre assuntos relacionados a sexo. Enquanto isso, Connie é a manifestação da puberdade das garotas.
Mas fica aqui o alerta: não assista à série perto de parentes conservadores, pois é vergonha na certa.
Este texto foi escrito por Gabriela Petrucci via nexperts.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Post Bottom Ad

Leitores Anônimos

Pages